“Isto vai atenuar a primeira necessidade, ou seja, vamos mandar equipamentos de higiene, água e saneamento. Tudo isso está saindo da República Dominicana agora mesmo e do Panamá na sexta-feira”, disse Castellanos à Agência Efe.
Nesta terça-feira, o Haiti foi atingido por um terremoto de 7 graus de magnitude na escala Richter com epicentro a 15 quilômetros ao sudoeste da capital, Porto Príncipe.
Segundo Castellanos, há neste momento no Haiti pacotes de primeiros socorros para três mil famílias.
O diretor do FICV para a América disse que é possível enviar a partir de sexta-feira cinco mil dos 18 mil kits que a organização tem no centro logístico do Panamá.
Castellanos também explicou que o hospital de campanha será enviado da Europa pela Cruz Vermelha do Canadá em colaboração com a da Noruega.
Segundo o diretor do FICV, as informações que recebe do terreno é que “tudo está destruído”.
Também hoje, o FICV fez uma chamada para arrecadar US$ 10 milhões com os quais quer prestar assistência a 20 mil famílias no Haiti, informou hoje o escritório para a América da organização.
A chamada procura reunir os fundos para respaldar “vitais operações de socorro centradas em refúgio temporário, reparação de instalações de água e saneamento, assim como prestação de atendimento médico e apoio psicológico e social a desabrigados”, disse o coordenador de operações do FICV no Panamá, Mauricio Bustamante, em comunicado.
O terremoto aconteceu às 19h53 (Brasília) na terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, capital do Haiti. O primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, estimou hoje em “centenas de milhares” o número de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.