O Comitê Internacional da Cruz Vermelha entregou ao governo do Sri Lanka os corpos de 12 civis mortos durante uma operação lançada no fim de semana pelo exército, pharm anunciou hoje a entidade.
Os civis, store entre eles três crianças e seis mulheres, morreram no sábado no distrito de Mannar (norte), quando uma mina explodiu junto à caminhonete em que estavam. Segundo os rebeldes tâmeis, eles fugiam dos ataques do exército.
Os corpos foram entregues ao governo no domingo à tarde. As tropas legalistas e a guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) se culparam mutuamente pelo fato.
A operação do exército começou no sábado, com o propósito de “libertar” seis mil pessoas em território dos LTTE.
Os Tigres Tâmeis disseram que o exército só se preocupa com a vitória militar, assassinando civis nas áreas da guerrilha para obter o controle do território.
Segundo a agência de notícias TamilNet, ligada aos guerrilheiros, a ofensiva do Exército causou a fuga de 4.500 civis.
A guerrilha tâmil e o exército realizaram declarações contraditórias e acusações cruzadas, em uma guerra propagandística paralela aos combates.
Os redutos tradicionais dos guerrilheiros eram o leste e o norte do Sri Lanka, onde os LTTE lutam desde os anos 80 por um Estado independente. Mas, em meados de julho, o Exército declarou ter tomado o último bastião da guerrilha no leste.
Nessas regiões, a maioria étnica é tâmil, enquanto no resto do país a população é de etnia cingalesa.
Calcula-se que entre 60 mil e 80 mil pessoas morreram por causa da violência desde o início do conflito.