Pelo menos 71 pessoas morreram no naufrágio de um navio que transportava ilegalmente passageiros no lago Mai Ndombe, no oeste da República Democrática do Congo (RDC), informou hoje a emissora local “Rádio Okapi”, citando relatórios da Cruz Vermelha.
Apesar da tragédia, 263 pessoas foram resgatadas com vida, segundo disse à emissora Dominic Lutula, presidente da Cruz Vermelha no distrito de Inongo, na província de Bandundu, a 350 quilômetros ao nordeste de Kinshasa, onde ocorreram os fatos.
A Cruz Vermelha congolesa mobilizou mais de 200 socorristas e enviou material para o atendimento aos sobreviventes.
Enquanto a Cruz Vermelha contabiliza 71 mortos e 263 sobreviventes, o comissário do distrito de Maindombe, Médard Amundala, assinalou que até o momento as autoridades confirmaram 45 mortos e 257 resgatados.
O navio, da empresa madeireira Sodefor, que só tinha permissão para transporte de carga, afundou na quarta-feira à noite no lago Mai Ndombe.
Na embarcação, além de centenas de pessoas, eram transportados troncos e uma cisterna a partir de Lisenge-Yangamba para a localidade de Nioki, onde a companhia tem escritórios e madeireiras, conforme porta-vozes da administração local à “Rádio Okapi”, patrocinada pela ONU.
De acordo com as fontes, o naufrágio pode sido provocado por um forte vendaval que ocorreu na quarta-feira na região do acidente.