A Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) disse hoje que as regiões rurais próximas à cidade de Padang, na ilha indonésia de Sumatra, vivem uma situação de extrema gravidade, com muitos povoados totalmente devastados pelo terremoto que assolou na terça-feira a zona.
“A situação na cidade de Padang é ruim, mas não devemos esquecer as zonas rurais próximas, onde povoados inteiros ficaram devastados”, assinalou Christine South, coordenadora de operações da FICV.
Segundo o último balanço divulgado pelo subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, 1.100 pessoas morreram a causa do terremoto, mas South insistiu em que ainda fica muita gente sob os escombros dos edifícios destruídos, pelo que “espera-se que o número aumente”.
O responsável da Cruz Vermelha assinalou que cerca de 200 voluntários da organização trabalham na zona de Padang, entre eles 44 médicos, e que já se enviou uma carga de 2,5 toneladas de remédios, pacotes de comida, cobertores e outros artigos de primeira necessidade.
Mas indicou que a maior parte da ajuda humanitária tem que ser enviada por via aérea devido ao mal estado das estradas, o que encarece e dificulta muito o transporte.
A ministra indonésia de Saúde, Siti Fadillah Supari, antecipou que o número final de mortos será de “milhares” devido à magnitude dos danos e que ainda não se contabilizaram às vítimas das áreas mais remotas.