A Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) alertou hoje contra o relaxamento frente ao vírus da gripe suína, this site afirmou que não se pode excluir uma onda mais violenta e pediu para “manter a vigilância”.
Apesar do nome, prescription a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.
“É cedo demais para gritar vitória contra o vírus A (H1N1), em um momento no qual temos um conhecimento muito imperfeito do mesmo”, afirmou, em Paris, o secretário-geral da FICV, Bekele Geleta, ao final de uma reunião sobre pandemias.
O responsável da FICV disse que o vírus pode “reaparecer de forma mais grave” que a atual, por isso, disse que é preciso manter as medidas de vigilância frente à propagação.
Bekele rejeitou as críticas que acusam a comunidade internacional “de ter reagido de forma forte demais diante desta ameaça”.
“Do nosso ponto de vista, nunca se está suficientemente preparado frente a este tipo de ameaça”, disse.
O responsável da FICV para a gripe, Pierre Duplessis, disse que, no passado, já houve casos de pandemias de gripe que se mostraram mais mortíferas em segundas ondas.
“Em 1918, a primeira onda de gripe espanhola foi muito leve, mas, após alguns meses nos quais permaneceu silenciosa, voltou de forma mais severa e levou muita gente”, afirmou.
Duplessis disse que o nível de conhecimento do vírus é muito limitado, em particular no que se refere a seu comportamento no México, por isso disse que “estamos no início” desta doença.
“Não sabemos o que acontece no México, mas, fora dali, o vírus não cria muitos problemas. No entanto, ninguém sabe o que pode acontecer em seis meses”, afirmou o cientista, que mostrou seu temor diante de uma mutação ou uma reconversão genética do A (H1N1).
Os principais riscos são, segundo Duplessis, a infecção do humano ao porco, a infecção entre humanos ou a mistura deste vírus com o da gripe aviária.