O endereço do site é www.icrc.org/familylinks e, explicou Robert Zimmerman, vice-diretor da Agência Central de Busca do CICV, o objetivo é “acelerar o processo de tomada de contato entre os membros de uma família que ficaram separados”.
Neste momento, a página permite que cidadãos no Haiti e fora do país registrem os nomes de seus parentes com os quais quer entrar em contato, e depois serão adicionadas as respostas a essas buscas.
Enquanto isso, um avião com 11 membros do CICV, entre eles dois especialistas em buscas, decolou de Genebra e deve aterrissar em Porto Príncipe ainda hoje.
Ontem à noite, a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) fez um pedido de fundos no valor de 10 milhões de francos suíços (6,8 milhões de euros) para prestar assistência emergencial a 5 mil famílias atingidas pelo tremor.
O terremoto afetou especialmente as cidades de Porto Príncipe, Carrefour e Jacmel, situadas na província Oeste e com uma população estimada de 2,2 milhões de pessoas.
Além disso, uma equipe de intervenção e salvamento suíço enviado na quarta-feira em direção ao Haiti chegou à vizinha República Dominicana, de onde se dirige por estrada ao país devastado pelo terremoto.
A decisão de voar para a República Dominicana foi devido a que o aeroporto de Porto Príncipe não está totalmente operacional, devido aos danos sofridos na torre de controle.
Além disso, há as limitações em se deslocar do aeroporto à cidade.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. O primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, cifrou o número de mortos em “centenas de milhares”.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.