Abaixo os fatos mais relevantes relacionados ao ex-presidente peruano Alberto Fujimori, erectile cuja extradição foi concedida hoje, case desde sua chegada ao Chile, em novembro de 2005.
2005:
– 06/11: Fujimori chega inesperadamente a Santiago vindo do Japão em um avião privado.
– 07/11: É detido e recluso na Escola de Gendarmaria (Serviço de Prisões) a pedido do Governo peruano com fins de extradição.
– 08/11: O juiz da Corte Suprema chilena Orlando Álvarez nega-lhe a liberdade provisória e fixa o prazo até o dia 5 de janeiro de 2006 para que o Peru formalize a solicitação de extradição.
2006:
– 03/01: O Peru pede formalmente a extradição de Fujimori por dez delitos de corrupção e dois de violações dos direitos humanos.
– 06/01: O juiz chileno inicia formalmente o processo de extradição e ordena a detenção indefinida do ex-presidente. O Governo do Chile proíbe Fujimori de fazer proselitismo político.
– 31/01: O juiz interroga Fujimori pela primeira vez.
– 23/02: A Corte Suprema chilena rejeita a liberdade provisória do ex-governante por ser “um perigo para a sociedade”.
– 06/03: O juiz nega ao advogado representante do Estado peruano, Alfredo Etcheverry, o acesso ao expediente.
– 09/03: O magistrado interroga dois antigos assessores do ex-presidente, Edgardo Borobio e Eduardo Calmell del Solar.
– 10/03: O juiz permite a Etcheberry ter acesso ao expediente.
– 06/04: Fujimori e a empresária Satomi Kataoka se casam por procuração em Tóquio.
– 18/05: a Corte Suprema outorga a liberdade por fiança a Fujimori, mas mantém sobre ele uma ordem de arraigo (proibição de abandonar o país).
– 19/05: A presidente do Chile, Michelle Bachelet, diz que a decisão da Corte Suprema de deixar Fujimori em liberdade provisória não afeta as relações com o Peru.
– 23/05: O Governo chileno proíbe que Fujimori faça declarações públicas e o notifica da caducidade de seu visto de turista.
– 14/06: Fujimori é interrogado em Santiago sobre eventuais conexões do narcotráfico com o financiamento de sua campanha presidencial de 1990.
– 22/08: Um grupo de peruanos entrega a Bachelet uma carta com 27 mil assinaturas na qual pedem a extradição.
– 06/11: O juiz fecha o sumário (investigação) do processo.
2007
– 11/01: O juiz chileno rejeita a reabertura do sumário pedida pela defesa de Fujimori.
– 12/02: A Presidência peruana nega suposto acordo entre o presidente Alan García e Fujimori para evitar a extradição.
– 23/02: O Chile diz ter tomado precauções para evitar a fuga do ex-governante.
– 13/05: Fujimori assegura que acatará a decisão judicial sobre sua extradição.
– 07/06: A promotora do Supremo chileno, Mónica Maldonado, recomenda a extradição de Fujimori ao Peru por dois casos de violações de direitos humanos e oito delitos de corrupção.
– 08/06: O juiz Urbano Marín ordena a prisão domiciliar de Fujimori solicitado pelo Estado peruano, que teme sua fuga.
– 27/06: Fujimori aceita ser candidato ao Senado japonês pelo Novo Partido dos Cidadãos (Kokumin Shinto Nippon).
– 08/07: O procurador anticorrupção do Peru, Carlos Briceño, chega ao Chile junto com o chefe da Unidade de Extradições, Omar Chehade, com documentos para reforçar a estratégia do Estado no processo de extradição.
– 11/07: O magistrado chileno rejeita a extradição de Fujimori ao Peru, decisão que seria revisada pela Corte Suprema.
– 12/07: O Estado peruano apela da decisão.
– 15/07: Procurador peruano qualifica de “vergonha” rejeição de extradição do ex-presidente.
-23/07: Juíza chilena interroga Fujimori por caso de corrupção no Peru.
– 29/07: Fujimori fracassa em sua tentativa de ser senador no Japão.
– 31/07: Juíza chilena Blanca Rojas rejeita querela de refugiados peruanos contra Fujimori.
– 13/08: Defensores de Direitos Humanos no Peru criam uma aliança para promover a extradição de Fujimori.
– 05/08: Estado peruano suspende audiência em julgamento contra Fujimori.
– 10/08: Defesa de Fujimori pede suspensão de audiência em julgamento de extradição.
– 21/08: Começa audiência final do julgamento de extradição de Fujimori na Corte Suprema chilena.
– 24/08: Advogados das partes apresentam suas alegações e os magistrados se reúnem para analisar a decisão judicial, mas não dão prazos para sua emissão.
– 10/09: O presidente da Segunda Sala Penal da Corte Suprema, Alberto Ghaigneau, informa que a decisão sobre a extradição ou não de Fujimori foi votada, mas que não divulgará a informação até que seja redigida a resolução.
– 21/09: A Corte Suprema chilena concede a extradição de Fujimori ao Peru pelos casos dos massacres de La Cantuta e Barrios Altos e outros cinco de corrupção.