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Mundo

Críticas contra Estados Unidos marcam jornada eleitoral em Cuba

Arquivo Geral

21/10/2007 0h00

As críticas contra os Estados Unidos realizadas pelo líder cubano, diagnosis Fidel Castro, ampoule e por altos dirigentes do país marcaram hoje a jornada eleitoral em Cuba, approved em que 8,3 milhões de eleitores foram convocados para renovar os órgãos municipais de Governo.

Os dirigentes do país votaram no começo da manhã, incluindo o presidente interino, o general Raúl Castro, que depositou seu voto em um colégio do bairro Praça da Revolução, sem fazer declarações públicas.

Fidel Castro, que se recupera de uma grave doença intestinal que o obrigou a delegar o poder há quinze meses, exerceu seu direito ao voto do lugar em que se recupera, mantido em segredo pelas autoridades.

Ele pediu a um dos membros da mesa do colégio eleitoral onde está inscrito, em Havana, que o visitasse para entregar a ele a cédula de votação, segundo a televisão cubana, que não mostrou imagens de Fidel.

O líder da revolução publicou uma declaração dirigida ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em que pediu a ele que suspenda o bloqueio contra a ilha e não ameace a humanidade com uma guerra nuclear.

“Bush está obcecado com Cuba”, afirma a declaração, que se refere ao recente anúncio da Casa Branca de que o presidente americano apresentará na quarta-feira novas iniciativas contra “o período de transição já iniciado” na ilha.

“A soberania não pode ser negociada”, afirmou Fidel, que também pediu a Bush que ponha fim às torturas na base naval de Guantánamo (oriente da ilha) e que, após a experiência no Iraque, “não ataque outros, não ameace a humanidade com uma guerra nuclear”.

Fidel já tinha se referido aos EUA no sábado, em uma de suas freqüentes reflexões, na qual afirmou que as eleições em Cuba são a antítese das americanas.

O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, condenou hoje a política de Washington, assegurou que Cuba não deu importância ao anúncio de Bush e previu que os Estados Unidos ficarão em evidência na votação nas Nações Unidas da proposta da ilha contra o bloqueio, prevista para 30 de outubro.

“Acabarão os planos, as maquinações, as tentativas de render nosso povo pela fome e pelas doenças”, afirmou o chanceler Felipe Pérez Roque.

Além das declarações dos altos cargos, as críticas contra os EUA foram uma constante durante o dia na imprensa oficial, como na televisão local, que incluiu em seu programa especial sobre as eleições depoimentos e vídeos para denunciar os efeitos do bloqueio e da política de Bush.

A propaganda convocando a população para votar – e cumprir um “dever patriótico” e demonstrar que Cuba “não admite amos nem imposições” – substituiu as campanhas políticas no país, onde o único partido legal é o Partido Comunista.

Os ataques contra os EUA dividiram as atenções com as declarações sobre a “exemplaridade” das eleições na ilha, “as mais democráticas do mundo”, segundo a imprensa oficial.

Os mais de 37 mil candidatos aos Governos municipais foram escolhidos em votações por aclamação nos Comitês de Defesa da Revolução, órgãos de vigilância criados em 1960 para velar pelo sistema.

Pouco mais de 15.200 serão eleitos hoje por voto secreto para ocupar seus cargos durante dois anos e meio.

Entre os escolhidos nesta etapa sairão até 50% dos deputados da Assembléia Nacional do Poder Popular (Parlamento).

O processo eleitoral será concluído em 2008, com a renovação do Parlamento e do Conselho de Estado, agora presidido por Fidel Castro, que ainda não dissipou as dúvidas sobre se voltará a liderar as listas no próximo ano.

As autoridades esperam hoje uma participação superior a 90%, similar à registrada nas convocações eleitorais realizadas na ilha desde 1976.

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