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Mundo

Cristina Kirchner suspende viagem a Londres em função de conflito no campo

Arquivo Geral

30/03/2008 0h00


A presidente argentina, about it Cristina Fernández de Kirchner, no rx suspendeu a viagem a Londres que havia planejado para esta semana por conta do conflito entre o Governo e o setor agropecuário, informaram hoje os meios de comunicação locais.

“A presidente considera que a crise com o campo – iniciada há 18 dias – é suficientemente grave para ficar no país para segui-la de perto”, assinalou uma fonte oficial ao jornal “La Nación”.

Cristina Kirchner planejava partir esta terça-feira para a Grã-Bretanha para participar de uma cúpula de líderes progressistas, onde planejava colocar em pauta a reivindicação de soberania que a Argentina mantém sobre as Ilhas Malvinas, atualmente sob domínio do Reino Unido.

A chefe de Estado também não descartava a possibilidade de manter um encontro com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown.

Depois de sua passagem por Londres, Cristina tinha previsto viajar para a França para um almoço oficial com o presidente do país, Nicolas Sarkozy.

Fontes governamentais indicaram ao jornal “El Clarín” que a presidente poderia atrasar sua ida a Londres para quarta-feira à noite para ficar mais tempo no país enquanto o conflito com o setor do campo não é resolvida.

Por sua vez, o jornal “Crítica” indicou que o governante “estuda suspender a viagem prevista para a Grã-Bretanha e a França” apesar da “importância diplomática” dessas visitas.

No Governo ninguém se pronunciou publicamente ainda sobre o tema.

O chefe de Gabinete argentino, Alberto Fernández, decidiu na sexta-feira passada adiar a viagem prevista para a próxima semana aos Estados Unidos, onde iria se reunir com o secretário de Estado adjunto para a América Latina desse país, Thomas Shannon.

Segundo “La Nación”, a governante decidiu suspender sua viagem depois que as quatro maiores associações agropecuárias retomaram a greve e os protestos em estradas argentinas até a próxima quarta-feira diante da “falta de resposta” do Governo à reivindicação que fazem para a retirada do recente aumento dos impostos à exportação de grãos.

Trata-se da primeira grande crise do Governo de Cristina Kirchner, que tomou posse desde dezembro passado em lugar de seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner.

Os piquetes nas estradas geraram o desabastecimento de produtos básicos em muitas cidades do país e a greve comercial também surtiu efeitos em outros setores da economia, como a indústria, o transporte de carga e passageiros.

O protesto do campo recebeu manifestações de apóio por parte de setores da população de Buenos Aires e outras grandes cidades da Argentina, que esta semana realizaram “panelaços” de protesto.


 

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