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Cristina ganharia no primeiro turno se eleições fossem hoje, dizem analistas

Arquivo Geral

26/08/2007 0h00

A primeira-dama e candidata presidencial argentina, decease Cristina Fernández, pilule ganharia hoje as eleições de outubro no primeiro turno, com entre 44% e 50% das intenções de voto, segundo analistas.

Para a empresa de consultoria OPSM, as porcentagens de intenções de voto variam entre 44% e 47%, de acordo com a semana. O instituto de pesquisas Equis assegura que a porcentagem beira os 45%. Já Analogías posiciona a candidata com 50,1%, segundo números divulgados hoje.

“Acho que o Governo não tem dificuldades para ganhar por três razões: o sistema eleitoral, a divisão da oposição e a enorme diferença que tira na decisiva província de Buenos Aires. Há 80% de possibilidades de Cristina ganhar no primeiro turno”, disse o analista Rosendo Fraga, em declarações publicadas este domingo pelo jornal Página/12.

O consultor Heriberto Muraro considerou que “apesar dos muitos erros” cometidos por Néstor Kirchner, “Cristina está blindada e ganha no primeiro turno”. Ele se referiu aos escândalos de corrupção que atingiram o Governo nas últimas semanas, mas até agora não repercutiram na candidata.

O analista Artemio López disse que o panorama eleitoral é estável e advertiu que “a ancoragem na província de Buenos Aires é muito forte”. Segundo López, as pesquisas indicam que a candidata e líder do partido de centro-esquerda ARI, Elisa Carrió, tem 17%, enquanto o ex-ministro da Economia e candidato presidencial Roberto Lavagna aparece com 12%.

O consultor Enrique Zuleta Puceiro afirma que Lavagna está em segundo com 15% e Carrió vem em terceira com 12%. De todas formas, os analistas concordam que a divisão da oposição é uma das razões principais que permite que Cristina Fernández mantenha alta intenção de voto.

“É certo que há uma sensação de descontentamento com o Governo, pela inflação, problemas econômicos, as acusações por falta de transparência e manifestações em grandes cidades. Talvez o fator mais importante é que não há alternativas de oposição”, disse Zuleta Puceiro.

O consultor Manuel Mora y Araujo disse ao “Página/12” que “a oposição é um caos” já que os partidos mais tradicionais da Argentina se dividiram em vários setores que apóiam ou se opõem ao Governo Kirchner.

Cristina Fernández, senadora, concorre pela Frente para a Victoria, o partido que Kirchner criou como racha do Partido Justicialista (PJ, peronista). As eleições gerais na Argentina serão no dia 28 de outubro.

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