O líder da oposição reformista iraniana, Mir Hussein Moussavi, advertiu que a situação de crise política que o Irã atravessa durará enquanto não as exigências do povo não forem ouvidas.
“O país teve um enorme evolução. O povo agora reivindica seus direitos, mas, infelizmente, (a resposta) é a acusação e a opressão”, disse Moussavi, citado hoje pelo jornal pró-reformista “Sarmaye”.
“O povo têm exigências e, naturalmente, enquanto não houver um compromisso com elas, persistirá a atual situação”, afirmou o líder opositor, que denunciou uma fraude maciça a favor do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, durante as eleições de 12 de junho.
Segundo o jornal, Moussavi visitou na segunda-feira a família do ativista Mohsen Aminzadeh, um dos muitos que foram detidos durante os grandes protestos que explodiram após a reeleição de Ahmadinejad.
Durante a visita à família de Aminzadeh, o ex-primeiro-ministro também falou da manifestação geral prevista para 4 de novembro, data em que o Irã lembra o ataque em 1979 à Embaixada dos Estados Unidos em Teerã por um grupo de estudantes, em plena revolução.
O dia é dedicado aos estudantes e à luta contra o que o regime iraniano qualifica de “arrogância internacional”.
“Como é possível dizer que se combate a arrogância internacional enquanto líderes estudantis (da época) como Mirdamadi e Aminzadeh estão na prisão?”, perguntou Moussavi.
Neste dia, o movimento liderado por Moussavi prevê retomar a mobilização.