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Crise na República Democrática do Congo soma milhões de mortos desde 1998

Arquivo Geral

22/01/2008 0h00

Os conflitos e as crises humanitárias que a República Democrática do Congo (RDC) sofreu desde 1998 deixaram um saldo de 5, dosage 4 milhões de mortos, rx e continuam causando uma média de 45 mil vítimas fatais por mês, afirma a organização humanitária International Rescue Committee (IRC).

Em um estudo divulgado hoje em Kinshasa, o IRC especifica que um acordo de paz na turbulenta região leste da RDC, um aumento na assistência humanitária e maiores medidas de segurança são a chave para se reduzir o número de mortos.

“Em relação ao número de vítimas fatais, o conflito e suas conseqüências ultrapassam qualquer outro desde a Segunda Guerra Mundial”, assegura o presidente do IRC, George Rupp.

Rupp lembrou que apesar de a guerra civil na RDC ter acabado oficialmente há cinco anos, as constantes rebeliões de grupos isolados e a pobreza continuam fazendo novas vítimas.

O estudo do IRC sobre a mortalidade e suas causas na República Democrática do Congo foi elaborado em conjunto com o Instituto Burnet, e abrange o período entre janeiro de 2006 e abril de 2007.

Os pesquisadores visitaram os lares de 14 mil famílias em 35 distritos das 11 províncias da RDC, combinando o novo estudo com os dados obtidos durante quatro censos anteriores sobre mortandade.

Quase a metade das vítimas fatais foi representada por menores de cinco anos, embora estes só representem 19% da população total do país.

Assim como foi constatado em estudos anteriores, a vasta maioria faleceu por doenças como malária, pneumonia e desnutrição.

O IRC trabalha na República Democrática do Congo desde 1996, quando teve início a primeira guerra civil que culminou, no ano seguinte, na derrocada do ditador do antigo Zaire Mobutu Sese Seko.

Em 1998, grupos rebeldes do leste do país armaram-se, com a ajuda das vizinhas Ruanda e Uganda, contra Laurent Kabila – que tinha derrubado Mobutu -, e continuaram em guerra contra seu filho Joseph, que o sucedeu após seu assassinato.

O conflito terminou, oficialmente, com a assinatura de um armistício em 2003.

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