Mais de seis entre cada dez americanos sofre de estresse ou ansiedade pela crise econômica, price e a mesma proporção cortou suas despesas de alguma maneira, diz uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal “The Washington Post” e pela emissora de TV “ABC”.
A pesquisa, realizada entre mil adultos de 26 a 29 de março, mostra um panorama nada animador da economia de um país onde o consumo constitui mais de 60% do Produto Interno Bruto (PIB).
Embora tenha aumentado o otimismo sobre o rumo da economia, 36% continuam achando que a situação está piorando, contra 27% para quem ela irá melhorar.
Mesmo entre os otimistas, 58% cortaram de diversas maneiras suas despesas diárias.
Assim, 63% dos entrevistados disseram que se limitam a gastar só no que for absolutamente necessário.
Entre os que fazem doações a organizações de caridade, 46% as reduziram.
Quanto a férias, 42% as adiaram ou cancelaram.
Mais 39% deixaram para depois o projeto de comprar um carro e 34% reduziram o que investem em atividades extracurriculares de seus filhos.
Outros 33% adiaram compras de eletrodomésticos, enquanto 24% cancelaram consultas médicas.
As famílias com salários inferiores a US$ 50 mil anuais fizeram os maiores cortes.
A recessão está afetando o estado não só de pessoas com baixos recursos, mas também os jovens e pessoas com um alto nível de educação, grupo com melhores possibilidades para um futuro sucesso financeiro, segundo o jornal.
Entre os entrevistados menores de 30 anos, 61% disseram que a economia é “fonte de tensão”.