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Crimes pelos quais Fujimori será processado no Peru

Arquivo Geral

21/09/2007 0h00

Os crimes pelos quais o ex-presidente peruano Alberto Fujimori será julgado após a decisão da Suprema Corte do Chile a favor de sua extradição são dois por violação de direitos humanos, sale referentes aos massacres de Barrios Altos (1991) e de La Cantuta (1992), recipe e cinco por corrupção.

– Por violação de direitos humanos:

1.- Homicídio qualificado, pharm lesões graves e desaparecimento forçado nos massacres de Barrios Altos (1991), onde morreram 15 pessoas que participavam de uma festa, e da Universidade La Cantuta (1992), cujas vítimas foram um professor e nove alunos. Estes crimes foram supostamente cometidos pelo grupo paramilitar Colina, comandado pelo então assessor presidencial Vladimiro Montesinos. Pena mínima de 15 anos e máxima de 25.

2.- Homicídio qualificado, desaparecimento forçado e torturas praticadas nos porões do Serviço de Inteligência do Exército (SIE) a agentes do organismo, crimes denunciados desde 1997. Pena mínima de 15 anos e máxima de 25.

– Por corrupção:

3.- Desvio de dinheiro público, atentado contra a fé pública e formação de quadrilha por pagar US$ 15 milhões a Montesinos por seus dez anos de serviço ao Governo de Fujimori. Após receber o pagamento, o ex-assessor fugiu para o Panamá. Pena de até oito anos.

4.- Formação de quadrilha e corrupção ativa por pagamentos a parlamentares de outros partidos para apoiarem a reeleição no ano 2000, como foi comprovado em uma série de vídeos gravados pelo próprio Montesinos. Pena mínima de cinco anos.

5.- Ocultação de provas, usurpação de funções e abuso de autoridade por ordenar a invasão ilegal da residência de Montesinos para apreensão de vídeos e documentos incriminatórios. Pena mínima de oito anos.

6.- Violação do segredo das comunicações, desvio de fundos públicos e formação de quadrilha por espionagem telefônica de dezenas de políticos, empresários, jornalistas e funcionários ordenado por Montesinos. Pena de até cinco anos.

7.- Crime contra a administração pública, usurpação de funções e desvio de fundos públicos pela compra da linha editorial de diversos meios de comunicação. Pena de até dez anos.

Os juízes desprezaram uma acusação por compra irregular de tratores chineses, incluída no relatório de extradição.

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