O homem que em 2005 entregou a uma organização oficial de proteção a menores a criança que o Governo colombiano acredita ser Emmanuel, viagra sale filho da ex-candidata à Vice-Presidência Clara Rojas seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), sildenafil disse às autoridades que o menino “é da guerrilha”, segundo a imprensa local.
José Crisanto Gómez, o homem que se apresentou como tio-avô do menino Juan David Gómez Tapiero e entregou a criança ao Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (ICBF), admitiu para a Promotoria que não é parente do menor e que Juan David pertencia às Farc, de acordo com a “Caracol Radio”.
Segundo a versão da imprensa, que cita fontes da Promotoria, o homem – um operário da construção que chegou deslocado a El Retorno, no departamento de Guaviare – fez a declaração em troca de proteção oficial para ele e sua família e desapareceu do local há oito dias.
No dia 18 de dezembro, as Farc anunciaram que libertariam Clara Rojas, seqüestrada em 2002, seu filho Emmanuel – nascido em cativeiro há mais de três anos, fruto de uma suposta relação da mãe com um guerrilheiro – e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo, refém desde 2001.
A libertação era aguardada para os últimos dias de 2007 em algum lugar do sudeste da Colômbia com o acompanhamento de observadores de sete países, entre eles o assessor da Presidência brasileira para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia.
No entanto, a operação foi adiada no dia 31 de dezembro pelas Farc, que alegaram “intensas operações” militares que comprometiam sua segurança e a dos seqüestrados.
Pouco depois do anúncio das Farc por comunicado enviado ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, o chefe de Estado colombiano, Álvaro Uribe, denunciou que a guerrilha não entregaria os seqüestrados porque não estava com a criança.
Uribe revelou uma “hipótese” baseada em investigações oficiais de que um menor que está no ICBF e foi entregue há quase dois anos em um hospital do Guaviare com sinais de maus-tratos poderia ser Emmanuel.
Segundo a versão oficial, o mesmo homem que em 2005 entregou o menor ao ICBF em San José del Guaviare, capital de Guaviare, e disse ser seu tio-avô se apresentou há poucos dias à mesma organização para reivindicar sua devolução e afirmou ser o pai do menino.
Cientistas colombianos viajaram na terça-feira a Caracas, onde estão a mãe e um irmão de Clara Rojas esperando a libertação, para realizarem testes de DNA cujos resultados serão comparados com um exame similar realizado com o menor para determinar se realmente se trata de Emmanuel.
O presidente venezuelano duvida da hipótese de Uribe. Chávez acusou o colega colombiano de “atrapalhar” o processo de libertação.