A inflação anual ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acelerou de 4,1% em julho para 4,3% em agosto. Segundo relatório divulgado nesta terça-feira pela entidade, a inflação cheia avançou em 23 países-membros, permaneceu estável em 12 e recuou em três.
A inflação de energia na OCDE saltou para 13,6% em agosto, avanço de 2 pontos porcentuais em relação ao mês anterior. Já a inflação de alimentos caiu para 2,8%, ante 3,2%, enquanto o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, ficou praticamente estável em 3,6%.
A inflação permaneceu bem acima da média da OCDE – ultrapassando 5,0% – na Colômbia, na Islândia e na Lituânia, e superou 30% na Turquia.
No G7, a inflação anual acelerou ligeiramente para 3,1% em agosto, contra 3% do mês anterior, com o avanço da inflação de energia sendo compensada pela desaceleração da inflação de alimentos. A inflação de energia impulsionou o aumento da inflação geral na Itália, na França e no Reino Unido.
Na zona do euro, a inflação medida pelo índice harmonizado de preços ao consumidor (HICP) subiu para 3,2% em agosto, de 3,0% em julho. A inflação de energia avançou para 14,3%, seu nível mais alto desde janeiro de 2023. Estimativa preliminar da Eurostat indica que a inflação cheia avançou significativamente para 3,8% em setembro.
Entre os países do G20, a inflação anual aumentou para 4,1% em agosto, de 3,9% em julho. Houve aceleração na Índia, China e Indonésia, enquanto a Argentina e o Brasil registraram queda. A inflação na África do Sul e na Arábia Saudita permaneceu praticamente estável.
Estadão Conteúdo.