“A corrupção continua sendo uma ameaça à coesão social”, por isso é “indispensável” aumentar a cooperação entre os países ibero-americanos para erradicá-la, afirmam os líderes da região, segundo a minuta de um comunicado especial ao qual a Agência Efe teve acesso.
No texto, proposto por El Salvador, cujo presidente, Mauricio Funes, assiste pela primeira vez a uma Cúpula Ibero-Americana, destaca que a cooperação dessa comunidade de países deve ser destinada a “fortalecer os esforços nacionais, regionais e internacionais para garantir a eficácia das medidas e ações para prevenir, sancionar e erradicar os atos de corrupção”.
O comunicado, que deverá ser aprovado pelos chefes de Estado e Governo ibero-americanos na cúpula que começa hoje em Portugal, lembra que 141 países fazem parte da Convenção da ONU contra a Corrupção.
Destaca também que “é prioritário apoiar os trabalhos do Mecanismo de Acompanhamento da Implementação da Convenção Interamericana contra a Corrupção (Mesicic) da Organização dos Estados Americanos (OEA), que representa “um valioso esforço de colaboração regional para prevenir e combater o fenômeno da corrupção”.
Os chefes de Estado e de Governo da América Latina, Espanha e Portugal começam hoje sua cúpula anual, que acontecerá na localidade portuguesa de Estoril até terça-feira.