O jornalista Saleh Saif Aldin, ambulance correspondente do jornal americano The Washington Post no Iraque, foi assassinado hoje a sudoeste de Bagdá enquanto apurava uma matéria, informou o jornal em seu website. O jornalista, de 32 anos, é o primeiro repórter do jornal morto no Iraque.
Aldin fazia uma matéria sobre a violência no bairro de Sadiyah quando uma bala atingiu sua cabeça, informou o jornal. Segundo testemunhas, o repórter estava fotografando uma rua onde várias casas tinham sido incendiadas quando foi atingido.
“Valente além do imaginável, Saleh estava disposto a descobrir a verdade”, escreveu Sudarsan Raghavan, chefe da sucursal do “Washington Post” na capital iraquiana. O correspondente, acrescentou, deu uma contribuição essencial à cobertura do jornal no Iraque.
Pelo menos 118 jornalistas (100 deles iraquianos) foram mortos no Iraque desde o início da guerra, em março de 2003, segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas.
A maioria da imprensa estrangeira depende de repórteres locais para cobrir o conflito.
Aldin era divorciado e tinha uma filha de 6 anos. Ele começou a trabalhar para o jornal no início de 2004 em sua cidade natal de Tikrit e se mudou para a capital iraquiana após ser ameaçado de morte.
O “Post” destaca que o correspondente assassinado permaneceu incólume ao desânimo mesmo com os perigos de Bagdá. “A perda de Saleh nos lembra mais uma vez o papel central que os jornalistas iraquianos têm na cobertura da guerra e os imensos sacrifícios que fizeram para entendermos”, disse David Hoffman, subeditor de Internacional do jornal.
“Choramos sua morte e a de todos os jornalistas iraquianos e de outras nacionalidades que morreram no conflito dando mostras de coragem em busca da verdade”, acrescentou.