Correa lembrou que ele e Chávez mantêm um mecanismo de reuniões trimestrais já há dois anos para analisar o andamento dos projetos e convênios conjuntos.
No entanto, o presidente equatoriano reconheceu que, apesar disso, há problemas. “Não se pode mudar as coisas da noite para o dia, a burocracia é difícil de mudar”, segundo ele.
Apesar disso, Correa acrescentou que “grandes conquistas” foram obtidas nas relações do Equador com a Venezuela, lembrando os grandes projetos energéticos conduzidos pelos dois países.
O chefe de Estado equatoriano lembrou que a companhia petrolífera estatal da Venezuela, PDVSA, passará a explorar gás natural na ilha Puná, no golfo de Guayaquil, no sudoeste do Equador.
Correa destacou que a prospecção de gás no golfo de Guayaquil começará a ser feita “após quase 30 anos de estagnação” do projeto.
O presidente do Equador também falou sobre o projeto de construção de um complexo petroquímico no litoral equatoriano, o qual vem sendo chamado de “Refinaria do Pacífico”.
Fruto de uma parceria entre a PDVSA e a companhia petrolífera estatal equatoriana, Petroecuador, as obras do complexo começarão em meados de 2010 e representarão um investimento de US$ 10 bilhões, “o maior da história do país”, segundo Correa.