No entanto, Correa insistiu em que “o Governo equatoriano saberá defender os direitos e os interesses do país”, e afirmou que a “Odebrecht foi uma empresa privada que roubou o Estado e que isso foi determinado por uma auditoria internacional”, destaca uma nota da Presidência.
“Se o Brasil se ressente por isso, o que vamos fazer, mas me pareceria incrível”, ressaltou em entrevista concedida ao canal estatal “Ecuador TV”.
A polêmica envolvendo a Odebrecht acabou gerando, a partir de outubro de 2008, uma tensão diplomática entre os Governos de Equador e Brasil, após o Estado equatoriano decidir expulsar do país a construtora depois de detectar supostos erros estruturais nas obras da hidroelétrica.
A execução da obra foi financiada com um empréstimo de US$ 242,9 milhões concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que o Equador impugnou por supostas irregularidades no contrato.
Na semana passada, o Governo equatoriano anunciou que, com base em um relatório de uma empresa de consultoria italiana, processará a Odebrecht e reivindicará o pagamento de US$ 210 milhões mais juros pelas paralisações da central e pelos consertos que precisaram ser feitos após a suposta finalização da obra.
“Estamos preparando todos os elementos, atuando responsável e seriamente para pôr os juízos correspondentes. Haverá um civil e dois penais”, informou o presidente.
Correa acrescentou que se a construtora continuasse “tentando roubar” o Estado equatoriano, anunciará “em nível mundial (…) o que essa companhia é. A falta de seriedade e a irresponsabilidade com que atua”.