“Nem com o Governo de (George W.) Bush foi dado um golpe de Estado na América Latina”, enquanto que com o de Obama houve “um golpe de Estado que não foi parado e, agora, porque foram realizadas eleições sob um regime de fato, é como se tudo já estivesse solucionado”, afirmou o líder equatoriano.
Em um encontro com jornalistas em sua chegada a Quito, após assistir à 19ª Cúpula Ibero-Americana, em Estoril (Portugal), Correa assegurou que a postura do Governo do Equador, de não reconhecer os resultados das eleições de domingo em Honduras, é “invariável”.
“Não vamos reconhecer eleições que consideramos ilegais e ilegítimas conduzidas por uma ditadura porque, além disso, sentaríamos um precedente nefasto: qualquer aventureiro poderia dar um golpe de Estado e após dois meses convocaria eleições e não aconteceria nada”, disse.
Além disso, descartou que como presidente rotativo da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) convoque uma reunião extraordinária para adotar uma postura comum, porque “a realidade é que não há unanimidade, não há consenso” no organismo.