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Mundo

Correa analisa morte de equatoriano em ataque a acampamento das Farc

Arquivo Geral

24/03/2008 0h00

O presidente do Equador, more about Rafael Correa, rx analisa hoje com vários de seus ministros as eventuais conseqüências nas relações com a Colômbia da morte de um cidadão equatoriano no ataque militar colombiano contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador em 1º de março.

Correa está reunido desde a manhã com a chanceler María Isabel Salvador, more about o ministro de Governo, Fernando Bustamante, e o titular de Justiça, Gustavo Jalkh, para discutir o tema.

O chefe de Estado do Equador disse no sábado passado que se fosse confirmado que um dos corpos levados a Bogotá pertencia a um cidadão equatoriano, seria “extremamente grave e amplificaria este gravíssimo problema, porque seria o assassinato de um equatoriano em solo do Equador por forças estrangeiras”.

Na mesma linha, o ministro da Defesa, Wellington Sandoval, disse hoje aos jornalistas, após um ato militar em Quito, que a morte do equatoriano “complica” a situação entre os dois países.

“A situação se complica porque é um equatoriano que foi morto em ataque estrangeiro em solo equatoriano”, disse Sandoval em alusão a Franklin Guillermo Aisalia, cujo corpo foi identificado como um dos dois levados à Colômbia pelos militares desse país após o ataque.

O corpo de Aisalia, confundido com o do ideólogo das Farc “Julián Conrado”, foi levado à Colômbia junto com o do porta-voz internacional da guerrilha, “Raúl Reyes”, e foi identificado por seus pais em uma série de fotografias que apareceram na imprensa.

O ministro da Defesa Colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou domingo que o corpo levado junto ao de “Reyes” correspondia ao de um cidadão equatoriano.

A Polícia do Equador investiga o que Aisalia fazia no acampamento das Farc em território do Equador.

O procurador-geral substituto, Alfredo Alvaer, disse hoje aos jornalistas que Aisalia pôde ser identificado depois que a Polícia do Equador enviou suas impressões digitais à colombiana.

Os pais de Aisalia, que previam viajar hoje à Colômbia para reconhecer o corpo do filho e iniciar os trâmites para sua repatriação, não foram ao país e não sabem quando poderão fazê-lo.

O pai, Guillermo Aisalia, foi à Promotoria para um exame pericial grafológico (escrita) de seu filho e negou taxativamente que fosse membro das Farc.

“É uma mentira, 100% mentira, tudo isso é falso”, disse sobre se seu filho pertenceria às Farc. Ele também pediu uma investigação e afirmou que, agora, “tudo o que queremos é trazer o corpo do meu filho”.

O Equador cogita recorrer à Organização dos Estados Americanos (OEA) para que intervenha no caso.

Segundo o embaixador do Equador perante a OEA, Efrén Cocios, o Equador poderia recorrer a duas opções.

Uma seria acudir à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), organismo autônomo da OEA, para que participe da investigação dos fatos, já que foi violado o direito à vida do cidadão equatoriano, sustentou Cocios.

Outra opção seria recorrer diretamente ao secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, para que exerça seus bons ofícios neste caso.



 

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