A comunidade internacional gastou muito dinheiro, trabalhou muito e avançou pouco na luta contra a pirataria em águas da Somália, afirmou hoje um destacado funcionário da Polícia somali, em uma conferência da Interpol (polícia internacional) realizada em Cingapura.
“Até o momento, não houve nenhum progresso (…) É necessário um esforço conjunto da Somália, dos países vizinhos, da comunidade internacional e da Interpol”, afirmou o coronel Abdi Hassan Awaleh Qeybdiid, comandante da Polícia de Mogadíscio, segundo a imprensa da Malásia.
O alto cargo da Polícia somali assegurou que a luta contra a pirataria no mar não prosperará enquanto não houver uma atuação em terra ao mesmo tempo, de onde saem os piratas.
Qeybdiid acrescentou que o Governo de seu país “é frágil” e os corpos de segurança carecem da capacidade necessária para garantir a segurança de sua costa.
Um total de 144 ataques de piratas a navios foi registrado em águas da Somália e do golfo de Áden desde o início do ano, dos quais 42 terminaram em sequestro, segundo dados da Organização Marítima Internacional (IMO, na siga em inglês).
Cada captura chega a custar aproximadamente US$ 7 milhões aos proprietários dos navios, dos quais os piratas recebem cerca de US$ 10 mil como pagamento.
O dinheiro permite que os piratas voltem a cometer os crimes, mas com armas mais modernas e lanchas mais rápidas.