Segundo o porta-voz do Ministério da Unificação sul-coreano, Chun Hae-song, citado pela agência “Yonhap”, a medida inclui trabalhadores humanitários, políticos e ativistas cívicos que cruzam diariamente a linha de demarcação militar entre as duas Coreias.
Seul deixará, no entanto, que alguns empregados de manutenção do destino turístico do Monte Kumgang permaneçam em seus postos de trabalho, e permitirá também viagens de negócios de sul-coreanos à cidade fronteiriça de Kaesong.
No entanto, o Governo recomenda que “diminuam voluntariamente as visitas” a esses dois lugares por motivos de segurança, segundo o porta-voz.
O parque industrial conjunto de Kaesong, um dos símbolos da reconciliação entre as duas Coreias, emprega cerca de 40 mil pessoas, a maioria norte-coreanas, que trabalham para cerca de 100 empresas sul-coreanas.
A proibição de hoje reforça a decisão do Governo sul-coreano de restringir as visitas não-governamentais à Coreia do Norte, depois do lançamento, em 5 de abril, de um foguete de longo alcance por parte de Pyongyang.
Pyongyang afirmou hoje que realizou com sucesso um segundo teste nuclear subterrâneo e lançou pelo menos três mísseis de curto alcance, segundo a agência “Yonhap”.
O regime norte-coreano tinha ameaçado, em 29 de abril, realizar um teste nuclear, depois que o Conselho de Segurança da ONU condenou seu lançamento de um foguete.