Lee fez a oferta, a primeira desde que em fevereiro de 2008 chegou à Presidência, em discurso por ocasião do 64º aniversário do fim do domínio colonial japonês sobre a Coreia do Sul.
O líder sul-coreano, que até agora manteve uma linha dura com o regime vizinho, disse que seu país ajudará caso a Coreia do Norte abandone o programa nuclear.
“É uma chamada sincera à Coreia do Norte. As armas nucleares não garantem a segurança da Coreia do Norte, simplesmente a complicam”, disse Lee, segundo a agência de notícias sul-coreanas “Yonhap”.
“Se Coreia do Sul e Coreia do Norte reduzirem suas armas e tropas, será possível economizar uma enorme quantidade de dinheiro e isso também os ajudará a desenvolver a economia”, completou.
A península coreana é uma das regiões mais militarizadas do mundo, com um milhão de soldados da Coreia do Norte, 655 mil da Coreia do Sul e outros 28.500 militares americanos, presentes em território sul-coreano desde o fim da guerra.
As duas Coreias seguem tecnicamente em guerra desde que o conflito bélico em que se enfrentaram, entre 1950 e 1953, terminou com a assinatura de um armistício e não de um tratado de paz, pendente há 55 anos.
Os dois países vizinhos realizaram duas reuniões históricas, em 2000 e 2007, ambas em Pyongyang, que marcaram avanços em uma reconciliação ainda distante.
O conservador Lee, que até agora evitou negociar com o regime comunista, disse hoje que sua intenção é “manter uma reunião de alto nível entre as duas Coreias para levar à frente uma comunidade econômica conjunta nos próximos anos e desenvolver projetos de desenvolvimento”.
“Quero deixar claro que meu Governo está disposto a iniciar conversas e cooperação com o Norte sobre todos os temas que há pendentes, em qualquer lugar e em qualquer nível”, disse o presidente sul-coreano.
Na quinta-feira passada, as autoridades norte-coreanas libertaram um trabalhador do Sul detido há quatro meses e meio por criticar o regime comunista no complexo industrial conjunto de Kaesong (Norte).