A Coréia do Sul concluiu hoje a retirada de suas tropas do Afeganistão, viagra sale o que estava previsto para ocorrer até o final do ano, impulsionado pela pressão popular provocada pelo seqüestro de 23 sul-coreanos, dois deles executados, e pela morte de um soldado.
Após quase seis anos no Afeganistão, o último destacamento militar sul-coreano, com 195 soldados, deixou o país e retornou hoje à Coréia do Sul em um avião fretado. A retirada ocorreu de acordo com o prazo estabelecido pelo Parlamento sul-coreano, que em dezembro de 2006 aceitou a proposta do Governo de prolongar por mais um ano a missão no Afeganistão.
Neste ano, Seul teve que lidar com a crescente oposição da opinião pública à permanência das tropas no Afeganistão após trágicos acontecimentos envolvendo sul-coreanos no país e que contribuíram para que o processo de retirada fosse acelerado.
Em fevereiro, um soldado sul-coreano de 26 anos morreu em um atentado suicida contra a base aérea americana de Bagram cometido durante a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney. O ataque matou treze pessoas.
Em julho, um grupo Talibã seqüestrou 23 missionários cristãos sul-coreanos e forçou o Governo da Coréia do Sul a negociar sua libertação, condicionando-a à retirada das tropas.
Os talibãs, que mataram dois dos reféns, libertaram os outros 21 após mantê-los em cativeiro por um mês e meio. A imprensa local sugeriu que poderia ter sido pago um resgate pelos seqüestrados.
Desde 2002 a Coréia do Sul mobilizou mais de 2.100 militares, engenheiros e profissionais de saúde para trabalhos humanitários e de reconstrução nos arredores de Cabul, que trabalharam no país em rodízios de seis meses.
Segundo a agência de notícias sul-coreana “Yonhap”, os militares técnicos realizaram cerca de 400 obras na base aérea de Bagram, enquanto outros soldados prestaram assistência médica a cerca de 260 mil afegãos, fazendo uma média de 180 consultas por dia. Apesar da retirada das tropas, a Coréia do Sul continuará realizando trabalhos no Afeganistão.
O Governo de Seul deve enviar uma missão civil no início do próximo ano, que fará parte da equipe de Reconstrução Provincial (PRT) no país e que contará com vários militares para trabalhos de coordenação.