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Mundo

Coreia do Norte reage à prisão de Maduro e pede ‘restauração da democracia’

Nota diz que o governo norte-coreano espera que a “democracia seja restaurada”.

Redação Jornal de Brasília

04/01/2026 11h43

Foto: AFP/KCNA VIA KNS

Foto: AFP/KCNA VIA KNS

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

O governo da Coreia do Norte afirmou neste domingo (4) que monitora “de perto” os acontecimentos na Venezuela após a prisão do presidente Nicolás Maduro, neste sábado (3).


Nota diz que o governo norte-coreano espera que a “democracia seja restaurada”. Além de pedir que a vontade do povo venezuelano seja respeitada, o porta-voz de Kim Jong-Un diz aguardar “que a situação na Venezuela seja estabilizada o mais breve possível por meio do diálogo”.


Coreia do Norte também pediu que as partes envolvidas se esforcem para “aliviar tensões” na região. Na nota, a Coreia do Norte afirmou que toma as medidas necessárias para se certificar que os cidadãos coreanos residentes na Venezuela estejam seguros.


O Governo espera sinceramente que a democracia seja restaurada com o devido respeito à vontade do povo venezuelano e que a situação na Venezuela seja estabilizada em breve por meio do diálogo.
Declaração do Ministério das Relações Exteriores


“Incidente reflete natureza desonesta e brutal dos Estados Unidos”, afirmou porta-voz. À agência estatal KNCA, um representante do Ministério das Relações Exteriores do país afirmou que o ato foi uma “grave violação” da soberania do país latino e uma violação ao direito internacional.


Comunidade internacional deve considerar seriedade da situação na Venezuela, disse representante do ministério. O porta-voz também afirmou que a ação de Trump traz ainda mais instabilidade para uma região já enfraquecida.


EXPLOSÕES EM CARACAS E PRISÃO DE MADURO


Detonações e sobrevoo de aviões foram ouvidos na capital venezuelana e outros três estados nas primeiras horas de sábado. Fortes explosões foram ouvidas, de acordo com relatos de jornalistas na capital venezuelana.


Maduro e a esposa foram detidos em “questão de segundos” e não tiveram tempo de reagir. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao canal norte-americano Fox News que acompanhou a operação de sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, e que “foi como assistir a um programa de TV”.


O venezuelano tentou “chegar a um lugar seguro”, mas não conseguiu, de acordo com o norte-americano. O presidente declarou que Maduro “chegou à porta, mas não conseguiu fechá-la”.


Segundo Trump, poucas pessoas ficaram feridas e ninguém morreu no ataque. Integrantes das forças norte-americanas que capturaram o presidente da Venezuela sofreram alguns ferimentos, mas nenhuma morte foi registrada, conforme os EUA.


NOVO GOVERNO


Trump afirmou neste sábado que os EUA vão governar a Venezuela após a captura de Maduro. O republicano disse que tropas dos EUA ficarão na Venezuela enquanto um novo governo não for constituído. “Vamos governar o país até que uma transição adequada possa ocorrer”, disse, chamando Maduro de ditador.


Norte-americano não deu detalhes sobre como será o governo e disse que “um grupo” será responsável pela administração local. “Vamos governar com um grupo, e vamos ter certeza de que ele vai ser governado apropriadamente (…) Estamos designando pessoas neste momento [para o governo]. Vamos deixar vocês a par”, afirmou Trump em pronunciamento.


Trump descartou a chance de apoiar a líder da oposição na Venezuela e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, como futura presidente da Venezuela. “Ela não tem o apoio ou o respeito dentro do país”, afirmou ele.


Vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que Nicolás Maduro é o único presidente do país. Ela pediu que a população tenha calma e “paciência estratégica” em pronunciamento à nação.


Pouco antes de falar com a imprensa, Trump publicou uma foto de Nicolás Maduro, que teria sido tirada após a prisão. Nela, o venezuelano aparece de óculos e abafadores de ruído, segurando uma garrafa, dentro do navio norte-americano USS Iwo Jima. Antes, a vice-presidente do país latino, Delcy Rodriguez, havia pedido uma prova de vida do casal venezuelano após denunciar o ataque.

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