O regime de Pyongyang propôs nesta quarta-feira um diálogo incondicional com a Coreia do Sul para resolver a crise entre ambos os países, informou a agência estatal norte-coreana “KCNA”.
“Propomos a pronta abertura de um diálogo incondicional” para abordar assuntos pendentes, “incluindo a distensão, a paz, a reconciliação, a unidade e a cooperação”, acrescentou a nota da “KCNA” citada pela agência sul-coreana “Yonhap”.
O comunicado conjunto assinado pelo Governo, os partidos políticos e as organizações sociais da Coreia do Norte, assinala que, primeiro, Pyongyang e Seul devem deixar de lado as calúnias e as provocações mútuas para “criar uma atmosfera” propicia para melhorar as relações entre os países.
As relações entre as duas Coreias estão gravemente danificadas após o ataque norte-coreano com obuses à ilha sul-coreana de Yeonpyeong em 23 de novembro, no qual morreram quatro pessoas no Sul.
O novo pronunciamento do regime comunista norte-coreano desta quarta-feira segue a outro, divulgado no Ano Novo, no qual Pyongyang se mostrava disposto a conversar com seu vizinho do Sul.
Além disso, o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, garantiu em sua mensagem de Ano Novo que a porta ao diálogo com Coreia do Norte “está aberta”, apesar do incidente de Yeonpyeong.
Por outro lado, o enviado especial americano para Coreia do Norte, Stephen Bosworth, coincidiu nesta quarta com a Coreia do Sul que ambas as partes devem melhorar suas relações bilaterais.
Bosworth e o negociador nuclear sul-coreano, Wi Sung-lac, acordaram em Seul que o futuro das conversas de seis lados para o desarmamento da Coreia do Norte passa por um compromisso “sincero” de Pyongyang com a desnuclearização.
O diálogo de seis lados, no qual participam as duas Coreias, EUA, China, Japão e Rússia, está paralisado desde dezembro de 2008 por decisão unilateral de Pyongyang, que agora se mostra propício a retomar o trabalho neste fórum.