A Coreia do Norte disse hoje que investiga o barco pesqueiro sul-coreano que “entrou profunda e ilegalmente” em suas águas territoriais do Mar do Leste (Mar do Japão), dois dias depois de tê-lo detido, informou hoje a agência oficial norte-coreana “KCNA”.
“Um navio-patrulha da Marinha norte-coreana capturou um barco sul-coreano em 30 de julho depois que este entrou profunda e ilegalmente nas águas territoriais da Coreia do Norte no Mar do Leste”, diz o despacho da “KCNA”, citada pela agência sul-coreana “Yonhap”.
Segundo o Ministério da Unificação sul-coreano, o regime comunista tinha enviado ontem um fax com essa mesma mensagem às autoridades da Coreia do Sul no qual fazia alusão a uma suposta entrada ilegal em suas águas, mas não se dizia que tinha sido “profunda”.
A Coreia do Norte acrescentou em seu comunicado que “uma instituição relevante está atualmente conduzindo uma investigação detalhada” do incidente, que levou à detenção dos quatro tripulantes do pesqueiro de lulas.
As autoridades sul-coreanas disseram que viam o anúncio de forma positiva, mas que “seguirão controlando de perto a situação”, segundo a “Yonhap”.
O barco sul-coreano foi detido na quinta-feira pelo Governo norte-coreano depois de avançar 13 quilômetros a partir da fronteira marítima que separa as duas Coreias, e foi conduzido ao porto norte-coreano de Jangjon.
Há a suspeita de que o pesqueiro sul-coreano cruzou a fronteira marítima devido ao mau funcionamento de seu sistema de navegação por satélite de posicionamento global (GPS).
No mesmo dia da detenção, Seul enviou uma mensagem às autoridades marítimas norte-coreanas em Pyongyang para pedir a libertação imediata dos tripulantes e do barco.
Esta é a terceira vez desde 2005 em que as autoridades da Coreia do Norte detêm uma embarcação sul-coreana.
Nas outras duas ocasiões, os navios também atravessaram a linha fronteiriça de demarcação marítima entre os dois países e foram liberadas posteriormente após cinco e 19 dias, respectivamente, segundo dados oficiais.
No entanto, desta vez há o temor de que o Governo norte-coreano detenha os pescadores por mais tempo devido à recente escalada da tensão entre as duas Coreias, segundo a “Yonhap”.