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Coreia do Norte diz na ONU que nunca vai renunciar ao seu programa nuclear

Vice-ministro das Relações Exteriores declara na ONU que desnuclearização equivale a renunciar à soberania; país mantém desenvolvimento de armas apesar de sanções internacionais

Redação Jornal de Brasília

29/09/2025 14h37

Foto: ANGELA WEISS / AFP

Foto: ANGELA WEISS / AFP

A Coreia do Norte nunca vai renunciar ao seu direito de ser uma potência nuclear, afirmou nesta segunda-feira (29) o vice-ministro das Relações Exteriores norte-coreano em um discurso incomum na Assembleia Geral da ONU.

Pyongyang declarou em 2022 que sua condição de potência nuclear era “irreversível” e a consagrou no ano seguinte em sua Constituição. “A imposição da ‘desnuclearização’ à Coreia do Norte equivale a pedir que renuncie à sua soberania e ao seu direito de existir”, disse Kim Son Gyong.

“Nunca renunciaremos à energia nuclear, que é nossa lei nacional, nossa política nacional e nosso poder soberano, assim como o nosso direito de existir”, insistiu.

Na semana passada, o líder norte-coreano, Kim Jong Un, mostrou-se disposto a retomar o contato com os Estados Unidos se Washington renunciar à ideia de privar seu país das armas nucleares, segundo a mídia oficial de Pyongyang.

A Coreia do Norte realizou seis testes nucleares entre 2006 e 2017 e, desde então, continuou desenvolvendo seu arsenal apesar das severas sanções internacionais.

Na semana passada, nas Nações Unidas, o novo presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ressaltou a necessidade de reconstruir a confiança com seu vizinho do norte e encerrar o “círculo vicioso de tensões militares”.

© Agence France-Presse

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