O coordenador da União Européia (UE) para a luta antiterrorista, price Gilles de Kerchove, advertiu hoje que a união dos salafistas norte-africanos com a Al Qaeda “aproxima” a ameaça terrorista das fronteiras da Europa.
De Kerchove afirmou, em seu primeiro comparecimento na Comissão de Liberdades, Justiça e Interior do Parlamento Europeu, que a Al Qaeda constitui a ameaça terrorista “mais grave” que a Europa enfrenta.
A organização terrorista Al Qaeda para o Magrebe Islâmico (AQMI), que se responsabilizou pelos atentados cometidos na Argélia nos últimos meses, é a subordinação do antigo Grupo Salafista para a Pregação e o Combate à rede Al Qaeda.
A AQMI assumiu vários atentados a bomba cometidos na Argélia nos últimos meses, além de alguns assassinatos seletivos.
O coordenador lembrou a mensagem do “número dois” da Al Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, divulgada em 20 se setembro, na qual pediu a seus seguidores que “limpem o Mabrebe muçulmano dos filhos da França e da Espanha”.
No vídeo, Al-Zawahiri elogia os talibãs afegãos e os combatentes islâmicos no Iraque, mas também diz que é um dever destes combatentes “libertar o território de Al-Andalus arrebatado”, uma retórica que não é nova na rede terrorista.
A fusão “coloca em evidência que a ameaça se aproxima da Europa”, afirmou o responsável europeu, que reconheceu a “preocupação” com a ameaça islâmica na África do Norte, mas também nos países da UE com grandes comunidades de pessoas procedentes dessa região.
De Kerchove destacou também a persistência do “extremismo nacionalista”, dentro do qual citou a ETA, o único grupo que mencionou além da Al Qaeda em seu discurso na Eurocâmara. A ETA “continua sendo uma ameaça grave, sobretudo contra a Espanha”, afirmou.