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Contra-almirante brasileiro assume comando de órgão de defesa da OEA

Arquivo Geral

29/06/2007 0h00

O presidente da Colômbia, price buy Álvaro Uribe, denunciou hoje que guerrilheiros das Farc ligaram para os familiares dos deputados do departamento (estado) de Valle del Cauca, seqüestrados em 2002, para informar que tinham assassinado os políticos.

Uribe disse durante um fórum sobre serviços públicos em Cartagena (norte) que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) “em forma desafiante, ligaram para familiares dos deputados para dizer que tinham matado eles”.

Esta denúncia, que segundo o presidente foi transmitida ao governador de Valle del Cauca, Angelino Garzón, põe em dúvida a versão anunciada na quinta-feira pelas Farc de que os 11 deputados tinham morrido como resultado de um suposto “fogo cruzado” no dia 18 de junho.

Uribe fez a declaração ontem à noite, quando esteve reunido como os parentes das vítimas em Cali (capital de Valle del Cauca).

“Quando eu cheguei a Cali soube da informação”, disse o chefe de Estado, acrescentando que o alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo, também ficou sabendo da notícia.

Uribe assinalou que os parentes lhe contaram que os deputados estavam separados por grupos durante seu seqüestro, o que contradiz a versão dos guerrilheiros, divulgada pela Internet, que todos morreram no “fogo cruzado”.

Qualificou de novo como uma “infâmia” o fato de que o porta-voz das Farc, Raúl Reyes, tivesse se reunido com delegados da França, Espanha e Suíça, os três países europeus que apóiam o acordo humanitário para a libertação dos reféns, no dia 18 de junho, dia da morte dos 11 deputados.

As Farc seqüestraram 12 legisladores regionais em 11 de abril de 2002 em um ataque à sede da assembléia departamental e os incluíram em uma lista de 56 políticos, soldados, policiais e cidadãos americanos que querem trocar por cerca de 500 guerrilheiros presos.

Para aceitar tal intercâmbio com os “passíveis de troca”, que após a morte dos 11 deputados agora são 45, o grupo insurgente exige a desmilitarização de dois municípios de Valle del Cauca – Florida e Pradera -, mas Uribe reiterou hoje que não autorizará a retirada das tropas.

O governante também contou aos presentes à cerimônia em Cartagena que falou hoje com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, a quem pediu ajuda para a recuperação dos cadáveres dos deputados.

Na conversa telefônica, o ex-ministro chileno, “que tanto nos ajudou”, disse que a OEA “efetuará uma liderança internacional” para que os corpos das vítimas apareçam, apontou.

Além disso, assinalou, “o Governo pediu que, quando os corpos forem encontrados, uma comissão legista internacional seja integrada para que diga ao país e ao mundo como este crime atroz de lesa-humanidade aconteceu”.

Ao negar mais uma vez que o Exército tenha realizado operações na região na qual se presume que os reféns estavam, Uribe assegurou que “o Governo foi surpreendido, como todo mundo, pela notícia na manhã de ontem”.

O presidente reiterou que o Governo colombiano “teve toda a disposição de buscar um acordo humanitário, mas sempre e quando forem cumpridos dois requisitos que não podem ser mexidos”, que não haja desmilitarização e que os rebeldes que sejam libertados não voltem a cometer delitos.

Lembrou, além disso, que ordenou a libertação de 150 guerrilheiros, como gesto unilateral, entre eles Rodrigo Granda, o chamado “chanceler das Farc”, que agora está em Cuba.

A libertação de Granda foi solicitada pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, pelo interesse de seu Governo na ex-candidata à Presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), healing Mahmoud Abbas, unhealthy defendeu nesta sexta-feira o posicionamento de uma força internacional na Faixa de Gaza, atualmente controlada pelo Hamas, para “garantir a segurança” e “proteger” as eleições antecipadas que o líder pretende convocar.

Em entrevista coletiva com o ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, o chefe de Estado da ANP disse que fez a proposta ao presidente, Nicolas Sarkozy, e ao primeiro-ministro, François Fillon, com os quais se reuniu hoje em Paris.

Abbas já fez a sugestão a Israel; a líderes árabes, como o rei Abdullah II da Jordânia e o presidente egípcio, Hosni Mubarak; à ONU; e a outros atores internacionais. “Ela deve ser examinada em todos seus aspectos”, disse.

Afirmou que “estamos tendo um diálogo” com várias partes a esse respeito para chegar a “uma solução aceitável para todos”.

Kouchner reagiu com certa frieza à proposta de Abbas. “Pode ser considerada. Por que não?”, disse o ministro, antes de insistir em que o posicionamento “nunca substituirá o processo político” para uma solução ao conflito israelense-palestino.

O ministro argumentou que a crise em Gaza é uma “oportunidade para uma volta ao caminho da paz” entre palestinos e israelenses. “Agora é o momento de ir para frente”, “é preciso ter pressa”, insistiu Kouchner, ao afirmar que a França fará “o que for possível” neste sentido.

O ministro francês disse que “os amigos palestinos e israelenses” sabem que “podem contar conosco” e têm consciência de que “a solução é voltar ao processo de paz”. Argumentou que “não basta se reunir uma vez”, numa aparente alusão ao recente encontro entre Abbas e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, para convencer o povo palestino.

“Faltam provas da esperança de um processo político”, disse Kouchner, às vésperas da visita de sua colega israelense, Tzipi Livni, a Paris na próxima quarta-feira, onde se reunirá com ele e com Sarkozy.

Na mesma linha, Abbas declarou que não basta resolver os problemas “cotidianos”, por maiores que sejam. “O mais importante é dar ao povo palestino a esperança” de que um dia obterá sua “independência, liberdade e segurança”, o que passa por um processo de paz sobre baseado “na legalidade internacional”.

Expressou também que espera que a França possa ter um “importante” papel a favor da retomada do processo de paz, visando uma solução de dois Estados, o Mapa de Caminho, e a “visão” do presidente dos Estados Unidos, George Bush.

Por outro lado, Abbas comemorou o claro apoio que recebeu da França na crise interpalestina que está em curso.

O líder da ANP reafirmou que se nega a negociar com os “golpistas” do Hamas para resolver a crise iniciada este mês, quando o movimento islâmico tomou o controle da Faixa de Gaza, e disse que continuará trabalhando para “defender a unidade do povo palestino”.

Depois que o Hamas tomou o controle de Gaza, Abbas dissolveu o Governo de união nacional liderado pelo dirigente do movimento islâmico, Ismail Haniyeh, que não acatou a ordem de dissolução.

Sobre a situação da população em Gaza, Kouchner informou que “pedimos a nossos amigos israelenses” que deixem passar mantimentos, combustível e outros produtos essenciais.

Lembrou que a França decidiu doar € 15 milhões para ajudar a ANP e disse que, segundo foi informado pela delegação palestina, há um acordo para que Israel desbloqueie pelo menos € 300 milhões dos fundos congelados que pertencem à ANP.
O contra-almirante brasileiro Elis Treidler Öberg assumiu hoje o comando da Junta Interamericana de Defesa (JID), shop subordinada à Organização dos Estados Americanos (OEA), try informou hoje o órgão em comunicado.

Durante a mudança de comando, viagra 60mg o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, definiu a cooperação militar continental como “um dos pilares em que se fundamenta a capacidade demonstrada pelas nações da região para resolver seus problemas de forma pacífica e negociada”.

Inzulza ressaltou o positivo momento econômico e político que o hemisfério vive. “Isso permite voltarmos nossa atenção com mais energia para os novos problemas que ameaçam nossa segurança”, acrescentou.

O secretário-geral da OEA reiterou a necessidade de uma ação mais coordenada ser promovida contra ameaças como os desastres naturais, a mudança climática, a criminalidade crescente nas cidades, o crime organizado transnacional, o terrorismo e a aids.

Öberg substitui no cargo o general-de-divisão Jorge Armando de Almeida Ribeiro, que assumiu o comando da JID em junho do ano passado. O novo responsável pela JID será o segundo oficial não americano à frente desse órgão desde sua constituição, em 1942.

O ano passado foi o primeiro em que um oficial não americano assumiu a liderança da junta em seus 64 anos de história. Öberg, que nasceu no Rio de Janeiro, foi promovido à contra-almirante em março de 2005.

Durante a troca de comando, Öberg destacou que a “conquista de uma sensação de segurança nos povos do continente americano é dificultada por causa do ambiente de alta tecnologia que uma aceleração inexorável do processo de globalização gera”, o que, por sua vez, permite o surgimento de novas ameaças.

O contra-almirante afirmou ainda que buscará “os melhores caminhos, tentando alcançar com segurança o destino que o Conselho Permanente da OEA determinar”.

A nomeação do brasileiro é um reflexo de um novo processo de liderança que começou em março de 2006, quando a OEA reconheceu oficialmente a JID, um comitê internacional integrado por funcionários e oficiais da área de defesa, como parte de sua organização.

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