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Mundo

Consumo de cocaína cresce na Europa, enquanto o de maconha se mantém estável

Arquivo Geral

22/11/2007 0h00

O consumo de cocaína continua crescendo na União Européia (UE), patient mas o uso de outras drogas como a maconha, ailment que continua sendo o entorpecente ilegal mais popular, approved começa a se estabilizar entre os jovens.

As conclusões constam do último relatório anual do Observatório Europeu da Droga e da Toxicomania (EMCDDA, sigla em inglês), apresentado hoje pelo diretor da entidade, Wolfgang Gotz.

No conjunto da UE, o relatório revela que cerca de 4,5 milhões de pessoas com entre 15 e 64 anos (1,3% da população) consumiram cocaína nos últimos 12 meses, um milhão a mais que no ano anterior.

Em 2006, o consumo oscilou entre 3% da população total no caso da Espanha e 0,1% registrado na Grécia.

“Apesar das grandes diferenças entre alguns países e outros, os novos dados confirmam que a cocaína é a droga estimulante mais consumida na Europa”, indica o estudo.

O documento analisa o consumo de drogas em cada um dos países da UE e em Noruega e Turquia. Segundo o relatório, “depois de mais de uma década de crescimento no consumo de drogas, a Europa poderia estar entrando em uma etapa mais estável”.

Os progressos positivos no último ano ocorreram principalmente no consumo de maconha, que parece ter se estagnado após um período de crescimento sustentado. O uso deste entorpecente aponta “indícios de redução entre os jovens”.

A heroína e outras drogas injetáveis “perderam terreno em geral”.

Em relação à maconha, o relatório indica que 13% dos europeus com entre 15 e 34 anos consumiram a droga no ano passado, percentuais que foram mais altos em Espanha (20%), República Tcheca (19,3%), França (16,7%), Itália (16,5%) e Reino Unido (16,3%).

O estudo destaca que os percentuais caíram de forma relevante em República Tcheca, França e Reino Unido.

Quanto às drogas sintéticas, como ecstasy e anfetaminas, o estudo indica que o consumo “parece ser relativamente alto só em alguns poucos países, concretamente na República Tcheca, Estônia e no Reino Unido, e em menor medida na Letônia e na Holanda”.

Segundo o trabalho, entre 7 mil e 8 mil pessoas morreram no ano passado em decorrência do uso de opiáceos, o que evidencia que “os níveis de mortes relacionadas às drogas já não estão em queda”.

O observatório denuncia a ausência na UE de um enfoque preventivo nesta área e pede aos responsáveis políticos “mais atenção” para enfrentar a questão.

Entre as medidas que poderiam ajudar a reduzir as mortes relacionadas às drogas, o relatório cita um acesso mais fácil ao tratamento, as estratégias para diminuir o risco no caso dos viciados que saem da prisão e aprender primeiros socorros para responder rapidamente a uma emergência.

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