O conselho presidencial, composto pelo presidente iraquiano, o curdo Jalal Talabani, e os dois vice-presidentes, o xiita Adel Abdel Mahdi e o sunita Tareq al-Hashemi, aprovou ontem o projeto, depois que o Parlamento desse o sinal verde no início deste ano.
A lei, que entrará em vigor após sua publicação no Diário Oficial, concederá às províncias com semelhanças étnicas e religiosas, a possibilidade de adquirirem uma maior autonomia junto ao Governo central.
Enquanto os xiitas apoiaram o projeto, os sunitas fizeram oposição. Para eles, a lei poderia levar o Iraque a ser dividido em três entidades: uma curda no norte, uma xiita no sul e uma sunita no centro.
Os deputados do Bloco Sadr, que apóia o Clérigo xiita Moqtada al-Sadr, receberam bem o sinal verde do conselho presidencial, que inicialmente também havia rejeitado a minuta.
Segundo afirmou à agência Aswat al-Iraq o porta-voz do Bloco, Nasar Al-Rubei, “o conselho presidencial retrocedeu a sua decisão inicial devido às pressões políticas e dos iraquianos”.
Atualmente, as três províncias curdas do norte do Iraque – Erbil, Suleimaniya, e Dahud – têm mais autonomia, o que permite que tenham suas próprias bandeiras, moedas, hinos nacionais e forças de segurança.