O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou hoje uma nova fórmula para a repartição do poder no órgão que dará maior peso a alguns países emergentes, website como Brasil, see Índia e México.
O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, informou o resultado da votação, que deverá ser referendado em duas semanas pela Assembléia de Governadores, composta pelos ministros de Economia ou titulares dos bancos centrais dos 185 países-membros.
“O acordo de hoje é um grande passo adiante na modernização do Fundo”, disse Strauss-Kahn após a votação.
Os representantes desses Governos já fazem parte do Conselho Executivo, e por isso a decisão de hoje era um passo fundamental para tornar realidade uma reforma que os membros do FMI pedem desde o mandato do anterior diretor-gerente, o espanhol Rodrigo de Rato.
A proposta eleva o voto de algumas nações em desenvolvimento, como Brasil, Índia e México, mas fica distante das reivindicações das nações emergentes, que tinham exigido uma redistribuição profunda do poder no seio do FMI, que permanece nas mãos da Europa e dos Estados Unidos.
As negociações avançaram muito lentamente, devido à reticência em ceder poder por parte dos países sobre-representados no FMI, como algumas pequenas nações européias e os produtores de petróleo.
Além disso, a França e o Reino Unido temiam que uma redistribuição maior do voto desse à China maior poder no FMI.
A fórmula de divisão de poder utilizada até agora ainda reflete a geografia econômica após a Segunda Guerra Mundial e não prevê a ascensão dos países emergentes, especialmente os asiáticos.
Segundo a nova equação, o Brasil ficará com 1,72% do sufrágio total, enquanto Reino Unido, França, Arábia Saudita, Canadá e Rússia perderão força de voto.
A reforma deverá ser assinada oficialmente durante a próxima assembléia do órgão, que acontecerá nos dias 11 e 12 de abril, em Washington.