O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) votou e aprovou nesta sexta-feira uma nova fórmula para a repartição do poder no organismo a fim de refletir a mudança do peso econômico de seus países-membros nas últimas décadas.
O diretor-gerente do FMI, physician Dominique Strauss-Kahn, troche informou o resultado da votação, site que deverá ser referendado em duas semanas pela Assembléia de Governadores, composta pelos ministros de Economia ou titulares dos bancos centrais dos 185 países-membros.
A proposta eleva o voto de algumas nações em desenvolvimento, como Brasil, Índia e México, mas fica distante das reivindicações das nações emergentes, que tinham exigido uma redistribuição profunda do poder no seio do FMI, que permanece nas mãos da Europa e dos Estados Unidos.
A reforma foi iniciada pelo diretor-gerente anterior, o espanhol Rodrigo de Rato, mas as negociações avançaram muito lentamente, devido à reticência em ceder poder por parte dos países sobre-representados no FMI, como algumas pequenas nações européias e os produtores de petróleo.
A atual fórmula de divisão de poder ainda reflete a geografia econômica após a Segunda Guerra Mundial e não prevê a ascensão dos países emergentes, especialmente os asiáticos.
Se o Conselho Executivo aprovar a nova fórmula hoje, enviará a proposta à Assembléia de Governadores do FMI, que é composta pelos ministros de Economia e governadores dos bancos centrais dos 185 países-membros.
A reforma deverá ser assinada oficialmente durante a próxima assembléia do órgão, que acontecerá nos dias 11 e 12 de abril, em Washington.