O Conselho de Segurança da ONU adotou hoje, visit web com a abstenção dos Estados Unidos, uma resolução que pede a declaração de um cessar-fogo imediato em Gaza, a retirada das tropas israelenses e a entrada, sem empecilhos, de ajuda humanitária em território palestino.
O documento elaborado pelo Reino Unido, em colaboração com a França e países árabes, expressa o apoio dos membros do organismo das Nações Unidas ao plano proposto pelo Egito, que pede uma trégua duradoura e sustentável.
A resolução “ressalta a urgência e pede um cessar-fogo imediato, durável e respeitado totalmente, que leve à retirada total das forças israelenses de Gaza”.
O texto faz ainda “uma chamada à provisão e distribuição sem impedimentos por toda Gaza de ajuda humanitária, o que inclui alimentos, combustível e tratamento médico”.
Fora isso, a resolução aprovada pede à comunidade internacional que intensifique seus esforços para gerar mecanismos e garantias em Gaza, de modo “a sustentar a calma e um cessar-fogo perdurável, o que inclui evitar o contrabando de armas e munição e a reabrir os as fronteiras”.
“As Nações Unidas cumpriram esta noite com a responsabilidade de falar com uma voz firme e clara”, assegurou o chanceler britânico, David Miliband, depois da votação.
Segundo ele, o texto adotado reflete o consenso que existe na comunidade internacional sobre a necessidade de deter a violência que há 13 dias atinge o território palestino.
“O trabalho que resta agora a ser feito é transformar palavras em ações”, acrescentou.
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, explicou que a abstenção de seu país foi por preferirem conhecer o resultado da mediação egípcia entre as partes envolvidas no conflito, antes de apoiar o texto proposto pelo Reino Unido.
“A mediação que o Egito faz, que não só deve ser aplaudida, mas também apoiada, será o que no final nos levará a um cessar-fogo durável”, comentou a chanceler.
Segundo ela, Washington decidiu finalmente não vetar a resolução por apoiar seu conteúdo e porque sua aprovação é um caminho “para a paz duradoura e sustentável em Gaza”.
O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, também lamentou que a votação não fosse atrasada, de modo a levar em conta os contatos que o presidente egípcio, Hosni Mubarak, faz com Israel e palestinos.
Israel se mostrou receptivo ao plano egípcio e enviou um representante ao Cairo para estudá-lo, enquanto o movimento islâmico Hamas o rejeitou por considerá-lo arriscado para a resistência palestina e seu futuro.