O Conselho de Segurança das Nações Unidas expressou hoje sua preocupação pela detenção no Zimbábue de diplomatas dos Estados Unidos e do Reino Unido, order que visitavam o país africano para investigar atos de violência.
A afirmação foi feita hoje pela embaixadora adjunta britânica na ONU, Karen Pierce, na saída de uma reunião sobre o incidente entre os quinze membros do principal órgão das Nações Unidas.
“Agrada-nos que o Conselho estivesse de acordo em que não se pode tolerar esta violação da Convenção de Viena, e que todos os membros expressassem sua preocupação com este fato”, afirmou.
A detenção dos diplomatas aconteceu hoje em uma blitz nas proximidades de Harare, a capital do Zimbábue e, segundo o Ministério do Interior do país americano, os afetados foram liberados após interrogatório.
Para Pierce, “esta não é uma maneira de tratar diplomatas que realizam legalmente suas funções no país no qual estão credenciados” e constitui uma violação da Convenção de Viena de 1963 sobre as relações consulares.
Segundo a embaixadora britânica, “é um incidente simbólico da violência e da intimidação que padece” o cidadão zimbabuano nos dias que antecedem o segundo turno das eleições presidenciais no Zimbábue.
Por essa razão, Karen Pierce afirmou que o Conselho de Segurança seguirá muito de perto a evolução dos eventos no país africano e os esforços da ONU para poder desdobrar uma missão de observadores que garanta a transparência do pleito.
O conselheiro para Assuntos Políticos da Missão dos EUA na ONU, Jeffrey Delaurentis, disse estar satisfeito com o resultado da reunião solicitada por seu país, apesar de não se ter chegado a um acordo para um texto de condenação.