O Conselho de Segurança (CS) da ONU realiza uma reunião em caráter de urgência para abordar a difícil situação no Oriente Médio, treatment onde a última ofensiva militar israelense em Gaza tirou hoje a vida de pelo menos 62 palestinos e deixou 300 feridos.
A reunião foi convocada pela Presidência do CS, store principal órgão de decisões das Nações Unidas, healing e que de hoje e durante o mês de março será comandado pela Rússia.
O embaixador da Líbia na ONU, Giaddalla Azuz Ettalhi, pediu por carta à Presidência russa do CS uma reunião urgente perante “os contínuos ataques militares israelenses contra a população civil” palestina.
O conselho tem 15 membros, dos quais cinco são permanentes e com direito de veto (França, Reino Unido, Estados Unidos, Rússia e China) e outros 10 temporários, agora ocupados por Líbia, Vietnã, Croácia, Costa Rica, Burkina Fasso, Bélgica, Indonésia, Itália, Panamá e África do Sul.
O diplomata líbio, em sua carta ao presidente do conselho, o embaixador russo, Vitaly Churkin, denuncia o ataque “planejado e deliberado” de Israel contra a população do norte da Faixa de Gaza.
Além disso, pede “medidas imediatas e reais para evitar os assassinatos de mais inocentes” e evitar que se chegue a uma situação incontrolável e irreversível.
Israel iniciou uma incursão no norte da Faixa de Gaza, que se transformou na mais sangrenta desde que em 2005 retirou os 8.000 colonos que viviam em assentamentos israelenses nesse território palestino.
Como resultado desses ataques morreram pelo menos 62 palestinos, entre eles numerosos civis e pelo menos 15 menores, incluindo três mulheres, várias crianças e dois bebês, segundo fontes sanitárias de Gaza.
Além disso, Ettalhi denuncia que as forças israelenses atacaram também equipes médicas e proibiu as ambulâncias de retirarem os feridos.
“A comunidade internacional deve condenar o assassinato de civis por Israel, o poder ocupante, que só causa mais sofrimento e perdas aos palestinos, e nos afasta da visão de paz pela qual lutamos”, acrescenta.
Ettalhi acusou Israel de cometer “crimes de guerra, terrorismo de Estado e uma sistemática violação dos direitos humanos contra os civis palestinos”, pedindo que o país assuma sua responsabilidade e que quem cometeu os atos “seja levado perante a justiça”.
Pouco antes de começar a reunião de urgência do CS, a aviação israelense bombardeou o escritório do primeiro-ministro palestino deposto, Ismail Haniyeh, mas ainda se desconhece se houve vítimas.
Testemunhas confirmaram que o Exército israelense lançou dois mísseis contra o prédio do movimento islamita Hamas, na parte ocidental da Cidade de Gaza, onde fica o escritório de Haniyeh.