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Conselho de Segurança da ONU condena ataques dos houthis contra Arábia Saudita

O órgão da ONU exige que os houthis cessem “imediatamente a escalada militar e os ataques que afetam a população civil e os bens civis”

Redação Jornal de Brasília

25/09/2026 11h39

Conselho de Direitos Humanos da ONU

Foto: FABRICE COFFRINI / AFP

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou, nesta sexta-feira (25), a escalada dos ataques contra a Arábia Saudita perpetrados pelo movimento houthi pró-Irã no Iêmen, em uma rara demonstração de unidade por parte do órgão máximo da ONU.

Os houthis impuseram um bloqueio naval de fato à Arábia Saudita, atacando petroleiros graças ao controle que exercem sobre vastas áreas da costa iemenita do Mar Vermelho, vitais para as exportações sauditas de hidrocarbonetos, o que levou a um aumento acentuado dos preços da energia.

“Os membros do Conselho de Segurança condenaram, nos termos mais veementes, os contínuos ataques dos houthis contra o reino da Arábia Saudita, incluindo aqueles que visam infraestruturas civis e energéticas”, afirmou o detentor da presidência rotativa do Conselho, o enviado francês à ONU, Jérôme Bonnafont.

O Conselho de Segurança “ressaltou ainda a importância de agir em conformidade com o direito internacional, em particular a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, e de defender os direitos e liberdades de navegação”.

Portanto, o órgão da ONU exige que os houthis cessem “imediatamente a escalada militar e os ataques que afetam a população civil e os bens civis”.

Os avanços dos houthis nas últimas semanas consolidaram o controle do Irã e seus aliados sobre as duas vias navegáveis das quais a região do Golfo depende para o transporte de seus hidrocarbonetos para o exterior, incluindo a Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo do mundo.

Washington e seus aliados, incluindo Riade e o governo do Iêmen apoiado por ambos os países, acusam o Irã de apoiar os houthis.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, negou essas acusações na quinta-feira: “Os houthis são responsáveis por seus próprios atos”.

AFP

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