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Mundo

Conselho de Segurança da ONU autoriza envio de força de paz a Darfur

Arquivo Geral

31/07/2007 0h00

O Conselho de Segurança da ONU autorizou hoje por unanimidade o envio a Darfur de uma força de paz de 26 mil homens, treat uma ação vista como o primeiro grande passo da comunidade internacional para deter o conflito que devasta essa região do Sudão.

A resolução que autoriza o posicionamento de uma força híbrida das Nações Unidas e da União Africana (UA) foi apresentada por França, Reino Unido e Eslováquia, com o apoio dos Estados Unidos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que essa é uma “poderosa mensagem” para “pôr fim a este trágico capítulo na história do Sudão”.

Em discurso, Ban insistiu para que os países interessados contribuam com as tropas. Isso aceleraria os preparativos para a entrada da força de paz no país no final do ano. “Sabemos que isto toma tempo, mas o tempo não está a nosso favor”, disse.

O secretário-geral acrescentou que agora o próximo passo é reforçar o diálogo prometido pela ONU entre o Governo sudanês e as forças rebeldes de Darfur. Este fim de semana está previsto um encontro de ambas as partes na Tanzânia.

Segundo o embaixador dos EUA perante a ONU, Zalmay Khalilzad, os 26 mil homens – entre soldados e civis – que formam a força híbrida constituem a maior missão de paz jamais autorizada pela ONU.

“Esta força conta com o enérgico mandato de proteger a população e pôr em prática os acordos de paz de Darfur”, assinalou.

Khalilzad, de origem afegã, insistiu para que o Sudão coopere com a comunidade internacional nos esforços para alcançar a paz. Ele também advertiu que a Casa Branca está disposta a decretar sanções unilaterais caso o país assuma um papel obstrucionista.

O texto que foi adotado hoje pelo Conselho elimina as referências ao Governo sudanês, atenua o discurso e não contempla a adoção de medidas adicionais.

O conflito na região noroeste do país começou em fevereiro de 2003, quando o Movimento de Libertação do Sudão (MLS) e o Movimento de Justiça e Igualdade (MJI) pegaram em armas para protestar contra a pobreza e a marginalização da região. Desde então, calcula-se que a guerra causou mais de 200 mil mortos e cerca de dois milhões de desabrigados e refugiados.

Atualizada às 19h51

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