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Mundo

Conselho de Segurança condena violência e responsabiliza Kadafi

Arquivo Geral

22/02/2011 21h29

 

O Conselho de Segurança da ONU condenou nesta terça-feira os atos de violência contra a população líbia por parte do regime de seu governante, Muammar Kadafi, a quem pediu que assuma responsabilidades pelo ocorrido e cumpra a obrigação de proteger os civis.

 

O principal órgão de decisões da ONU está muito “preocupado pela situação na Líbia e condena firmemente os atos de violência que ocorreram no país”, disse a presidente de turno do Conselho, a embaixadora do Brasil Maria Luiza Ribeiro Viotti.

 

Os 15 membros do Conselho, que se reuniram nesta terça-feira em duas ocasiões, adotaram por unanimidade uma condenação à repressão exercida pelo país norte-africano e pediram ao Governo líbio que interrompa imediatamente os atos de violência e que respeite os direitos humanos, assim como a liberdade de informação e associação.

 

“É uma condenação extremamente firme e na qual falamos com uma voz única”, declarou ao término da reunião do Conselho o embaixador britânico, Mark Lyall Grant.

 

Por outro lado, o embaixador-adjunto da Líbia na ONU, Ibrahim Dabbashi, que claramente se posicionou contra o Governo de Trípoli, afirmou que a declaração do Conselho “não é suficientemente forte, mas é uma boa mensagem ao regime líbio para que cesse o derramamento de sangue”.

 

O embaixador-adjunto informou que aparentemente “começaram os ataques (das forças do regime contra a população) no oeste do país” e que “algumas unidades militares” se uniram aos opositores.

 

“Espero que essa informação que recebi não seja exata, porque se for, o genocídio começou na Líbia”, acrescentou.

 

Segundo a declaração emitida, o Conselho “condena a violência e o uso da força contra os civis, deplora a repressão contra os manifestantes pacíficos e lamenta a morte de centenas de civis”.

 

Nesse sentido, os países-membros sublinharam “a necessidade de que os responsáveis pelos ataques aos civis sejam levados à Justiça”, e expressaram sua preocupação pela segurança dos estrangeiros que ainda estão na Líbia.

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