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Mundo

Conselho de Segurança condena repressão na Guiné Conacri

Arquivo Geral

30/09/2009 0h00

O Conselho de Segurança da ONU condenou hoje a repressão ocorrida na Guiné Conacri em 28 de setembro e pediu as autoridades o fim imediato da violência e o retorno da ordem constitucional.

“Condeno os ataques que causaram mais de 150 pessoas mortes, assim como centenas de feridos e contravenções aos direitos humanos, como violações na rua e em plena luz do dia”, disse a embaixadora dos EUA e presidente do órgão, Susan Rice.

Em 28 de setembro, as forças de segurança guineanas abriram fogo na direção de civis opositores que participavam de uma manifestação contra a junta militar do país.

Rice disse que os 15 membros do Conselho, principal órgão de decisão da ONU, apelaram às autoridades da Guiné Conacri “pelo imediato da violência, o julgamento dos autores da repressão e à libertação dos prisioneiros políticos, opositores e indivíduos que até agora tiveram negado um processo legal”.

Além disso, o Conselho de Segurança pediu o retorno da democracia, o cumprimento da lei e da ordem constitucional, assim como a manutenção das eleições previstas para 2010.

Os líderes da Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao) e da União Africana (UA) também prestaram apoio às manifestações do órgão da ONU.

Depois do golpe de Estado em 23 de dezembro que levou ao poder o capitão Moussa Dadis Camara após a morte do presidente Lansana Contei, a UA suspendeu à Guiné,

condenou os fatos e anunciou que considerará uma imposição de sanções ao país.

A Cedeao condenou a violência policial, exigiu a libertação dos detidos e reivindicou uma investigação internacional conjuntamente com a União Africana e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACDH).

O Conselho, segundo Rice, uniu-se à preocupação dessas instituições pelo risco à paz e à segurança regional pela grave situação da Guiné Conacri, e deu as boas-vindas ao pedido de abertura de uma investigação internacional.

Por sua vez, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou na segunda-feira os violentos eventos ocorridos no país africano e pediu ao capitão Camara e às forças de segurança que respeitem o Estado de direito e os direitos humanos fundamentais.

Ainda solicitou aos envolvidos que se comprometam com um processo de transição sob o consenso e de forma pacífica mediante a realização de eleições transparentes.

Além disso, o principal responsável da ONU incentivou o Comitê Nacional para a Democracia e o Desenvolvimento (CNDD) da Guiné a que respeite os compromissos e não apresente nenhum candidato para o próximo pleito.

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