O Conselho de Segurança da ONU adiou hoje até quinta-feira a possibilidade de se pronunciar sobre a crise em Gaza devido às reservas dos Estados Unidos em aprovar uma declaração que pede o fim do bloqueio do território palestino por parte de Israel.
O presidente de turno do Conselho, viagra 60mg o embaixador líbio Giadalla Ettalhi, store afirmou hoje, drug ao término da reunião, que a declaração não pode ser emitida porque um país dos quinze que fazem parte do órgão “precisava consultar sua capital”.
“Como se sabe, as declarações têm que contar com unanimidade, por isso continuaremos amanhã”, acrescentou.
Fontes diplomáticas identificaram os EUA como o país mencionado pelo embaixador líbio e indicaram que uma de suas reservas é que o texto não menciona pelo nome a milícia islâmica do Hamas quando se fala do bombardeio sofrido pelo sul de Israel.
O conteúdo da declaração analisada no Conselho de Segurança tinha sido estipulado em nível de especialistas por todos os seus membros, mas depois “uma delegação” disse que precisava fazer mais consultas, afirmou o embaixador da África do Sul na ONU, Dumisani Kumalo.
“Todo mundo está de acordo em que o Conselho deve se pronunciar, e parece que é um tema que alguns têm que revisar de novo com sua capital”, acrescentou.
O documento expressa uma “profunda preocupação com a pronunciada deterioração da situação humanitária em Gaza” devido ao fechamento decretado por Israel em 17 de janeiro das passagens fronteiriças, o que impede a entrega de artigos de primeira necessidade, como alimentos e combustível, à sua população civil.
O Conselho toma nota da decisão israelense de “suspender o fechamento” nos últimos dias para deixar passar para a Gaza algumas cargas e pede ao país para “implementar em sua totalidade” essa suspensão.
Lembra a Israel sua obrigação de cumprir as leis internacionais em relação ao tratamento da população palestina e pede “que assegure o acesso da população de Gaza sem impedimentos à ajuda humanitária”, abrindo os postos fronteiriços.
O órgão também dá as boas-vindas à proposta da Autoridade Nacional Palestina (ANP) de tramitar os postos do lado palestino, apesar de o Hamas manter o controle em Gaza.
A mensagem pede ainda que todas “as partes cessem os atos de violência, inclusive o lançamento de foguetes contra território israelense”, uma frase que não estava incluída na minuta apresentada na terça-feira pelos países árabes.