Os 35 países-membros do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deram hoje, em Viena, o sinal verde para aumentar o orçamento da agência nuclear da ONU em 5,4% no ano que vem.
Assim, se dá por liquidada uma disputa dentro do Conselho que manteve o organismo em alerta durante meses, devido à exigência do diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, que pedia um aumento de 11%.
Na última reunião do Conselho, ElBaradei tinha advertido que, diante das crescentes responsabilidades do organismo – devido aos perigos de proliferação de tecnologia atômica militar -, a AIEA não podia assumir todas as responsabilidades requeridas.
O novo orçamento da agência para 2010 é de US$ 318,16 milhões, 5,4% a mais que em 2009.
Vários países europeus, com Alemanha e França à frente, tinham exigido congelar o orçamento, devido à crise financeira e econômica mundial.
Os Estados Unidos, principal contribuinte ao orçamento da AIEA, tinha anunciado em junho que aumentará sua contribuição em 20%, ou seja, cerca de US$ 10 milhões.
O presidente americano, Barack Obama, tinha pedido há vários meses à comunidade internacional que duplique o orçamento da AIEA nos próximos quatro anos.
O organismo, uma agência independente das Nações Unidas, é encarregado de verificar as atividades e a segurança nuclear em seus 149 países-membros.
Por exemplo, os inspetores do organismo averiguam já há seis anos o polêmico programa nuclear do Irã.
Outros temas delicados que ocupam a AIEA são Síria, onde Israel destruiu há dois anos uma instalação que parece ter sido uma usina nuclear não declarada, e a Coreia do Norte, que testou este ano uma bomba nuclear.