Esta decisão foi tomada depois que seis candidatos às eleições presidenciais entraram com um recurso perante este órgão para impedir o decreto, qualificado pela oposição mauritana de “nulo” e de “violação flagrante” ao Acordo de Dacar.
Entre esses seis candidatos, que tinham anunciado a candidatura, mas ainda não a tinham apresentado perante o Conselho, está a do presidente da Assembleia Nacional e líder da Aliança Popular Progressista (APP), Messaoud Ould Boulkheir.
Também figuram o ex-presidente golpista Ely Ould Mohammed Vall; o presidente do Agrupamento de Forças Democráticas (RFD) e líder da oposição democrática, Ahmed Ould Daddah; e o presidente do partido islâmico Tawasul, Mohamed Jemil Ould Mansour.
A Presidência da República tinha explicado que o prazo de apresentação das candidaturas estaria aberto desde a publicação do decreto até a meia-noite de 26 de junho.
Os opositores ao golpe de Estado de agosto afirmaram esta terça-feira que não participariam das eleições caso estas sejam organizadas pelo atual Governo e não pelo de união nacional previsto no acordo de Dacar, e rejeitaram “toda decisão unilateral” contrária a esse pacto. EFE