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Conselho administrativo do Société Générale cria comitê para enfrentar crise

Arquivo Geral

30/01/2008 0h00

O Conselho de administração do banco Société Générale (SG) manteve hoje em seu cargo o presidente da entidade, this web Daniel Bouton, e decidiu criar um “comitê especial” diante da crise causada pelos prejuízos de 4,9 bilhões de euros atribuídos às transações de um de seus operadores de mercados.

O presidente do SG, Daniel Bouton, não faz parte deste “comitê especial”, formado por três administradores “independentes”. Porém, o conselho renovou sua confiança “por unanimidade”, informou um porta-voz do banco à Agência Efe.

Na última segunda, Bouton afirmou que mantinha sobre a mesa a oferta de renúncia que apresentou após a explosão da crise e que foi rejeitada então pelos administradores.

Entre outras missões, o “comitê especial” deverá garantir que “as causas e os valores dos prejuízos de trading anunciadas foram completamente identificadas”, e que foram tomadas medidas para evitar que sejam repetidos “incidentes” deste tipo, diz o comunicado emitido após a reunião do conselho.

Também deverá ser garantido que a informação divulgada pelo SG relate “fielmente as constatações das investigações” e que “a gestão da situação” seja realizada “no interesse da empresa, seus acionistas, seus clientes e seu pessoal”.

O comitê contará com “os poderes mais amplos” no cumprimento de sua missão, trabalhará em “estreita” colaboração com o de contas, e já decidiu pedir os serviços da auditora PWC para assisti-lo em seu trabalho.

O ex-número um da PSA Peugeot Citroën Jean-Martin Folz preside o comitê especial, que é também é formado por Jean Azema, diretor-geral do Groupama, e pelo também administrador independente Antoine Jeancourt-Calignani.

O comitê informará ao conselho de administração sobre o desenvolvimento de sua missão e apresentará a ele suas “constatações, conclusões e recomendações”, conclui o comunicado.


Na última quinta, a direção do SG causou estupor no mundo bancário e financeiro ao anunciar que uma “fraude excepcional” de um de seus operadores de mercados, Jerôme Kerviel, lhe custou cerca de 4,9 bilhões de euros, aos que se juntaram outros 2 bilhões de euros em depreciações pela crise das hipotecas de risco nos EUA.

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