O compromisso, que garante mais benefícios ao Paraguai na central geradora de energia, tinha sido uma promessa de campanha do chefe de Estado paraguaio.
A aprovação final do acordo, assinado pelos dois presidentes em Assunção, aconteceu na Câmara dos Deputados, um mês e cinco dias depois de ter sido enviado ao Parlamento.
O documento, que ainda precisa do sinal verde do Congresso brasileiro para entrar em vigor, já tinha sido ratificado pelos senadores paraguaios em 22 de outubro. Agora, o texto será enviado ao presidente para ser sancionado.
Lugo e Lula referendaram o compromisso em 25 de julho. Nele, o Brasil aceita pagar ao Paraguai o triplo do que desembolsa pelo excedente da energia gerada pelo país vizinho em Itaipu.
Em virtude do acordo, o Paraguai passará a receber US$ 360 milhões ao ano do Brasil, em vez dos US$ 120 milhões atuais.
O acordo também dá ao Paraguai a possibilidade de comercializar seu excedente diretamente no sistema brasileiro ou de vendê-lo a outros países.
A esse respeito, representantes paraguaios e brasileiros de uma comissão especialmente formada para tratar do acordo disseram no fim de setembro, após uma reunião em Assunção, que o Paraguai poderia começar a vender sua energia excedente no país vizinho já a partir de 2010.
O documento também prevê um investimento US$ 450 milhões, dinheiro que será disponibilizado pela hidrelétrica, na construção de uma rede de transmissão de 500 quilowatts da represa até Villa Hayes, cidade próxima à capital paraguaia.
O acordo, de 31 pontos, também prevê outras obras de infraestrutura no Paraguai, como a construção de duas novas pontes entre ambos os países, para dinamizar o comércio fronteiriço.