O Congresso dos Estados Unidos enviou hoje ao presidente George W. Bush uma lei que amplia as inspeções de contêineres aéreos e marítimos, ambulance como parte de medidas antiterroristas apresentadas ao Legislativo há três anos.
A medida, aprovada com 371 votos a favor e 40 contra pela Câmara de Representantes, já havia sido aprovada pelo Senado na noite de quinta-feira.
A iniciativa permite a aplicação de medidas que já haviam sido recomendadas em um relatório feito por uma comissão bipartidária em 2004, por causa dos atentados de 11 de setembro de 2001, e que ainda não tinham entrado em vigor.
Bush havia ameaçado vetar o projeto de lei porque, em sua versão original, permitia que os trabalhadores dos aeroportos formassem sindicatos.
Perante as pressões políticas, os democratas abandonaram essa idéia, e a Casa Branca disse hoje que o líder americano “pensa em sancionar a lei”.
O projeto permite a redistribuição de fundos federais a cidades que enfrentam um maior risco de atentados, e autoriza a concessão de ajudas a todos os Governos estaduais, para aumentar sua capacidade de resposta a emergências.
A iniciativa inclui fundos para melhorar a comunicação das comunidades em todo o país, e para que os Governos locais e estaduais possam trocar informações com o Governo federal.
Entre outros elementos, a lei exige, em um prazo de três anos, a inspeção de 100% das cargas aéreas, assim como dos contêineres marítimos, antes que zarpem a portos americanos.
A medida prevê pouco mais de US$ 4 bilhões para a melhora da vigilância nos sistemas de transporte do país.
Também destina US$ 1,6 bilhão para a aquisição de equipamentos de alta tecnologia para os bombeiros, policiais e demais profissionais que respondem a emergências.
A lei autoriza também a criação de um novo escritório dentro do Departamento de Estado para “aumentar a promoção da democracia e dos direitos humanos no mundo”.
Além disso, pede uma maior colaboração dos EUA com seus aliados mais próximos, entre eles Israel, Reino Unido, Canadá, Austrália e Cingapura, “para o desenvolvimento de novas tecnologias para a segurança territorial e para a troca de relatórios científicos para prevenir ataques terroristas”.