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Mundo

Congresso aprova duplicação de tropas brasileiras no Haiti

Arquivo Geral

25/01/2010 0h00

Em votação simbólica, a Comissão Representativa do Congresso Nacional (CRCN) aprovou hoje a duplicação do contingente militar brasileiro que integra a Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah).

A pedido dos Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, o Legislativo aprovou o envio de mais 1.300 militares ao Haiti. Destes, 900 estarão disponíveis para envio imediato e 400 ficarão em regime de reserva.

Até o momento do terremoto que devastou a região da capital haitiana, Porto Príncipe, no último dia 12, o Brasil contava com quase 1.300 militares no Haiti, o maior contingente de um único país dentre os cerca de nove mil capacetes azuis enviados para território haitiano.

Antes do começo da sessão da comissão, que reúne deputados e senadores, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu o envio de mais tropas e disse a jornalistas que “o Brasil tem de assumir o custo de ser o maior país da América do Sul”.

“A responsabilidade do Brasil no continente é muito maior. Temos de pagar o preço da nossa grandeza e o preço é essa prioridade nesta catástrofe”, acrescentou o senador, citado pela Agência Senado.

Posteriormente, Sarney elogiou no plenário a atuação das tropas brasileiras na Minustah e destacou a ajuda humanitária dada pelo contingente militar aos haitianos desde o terremoto.

“Não fomos os primeiros a chegar (ao Haiti após o terremoto), estávamos lá sofrendo com eles (os haitianos)”, afirmou o presidente do Senado.

Presente no Haiti desde 2004, a Minustah conta atualmente com soldados e policiais de mais de 30 países. No último dia 19, o Conselho de Segurança da ONU decidiu reforçar a missão durante seis meses com mais 3.500 pessoas (dois mil militares e 1.500 policiais).

A União Europeia (UE) determinou hoje o envio de uma força policial de pelo menos 300 soldados ao Haiti para apoiar os trabalhos das Nações Unidas e garantir uma correta distribuição da ajuda humanitária.

Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou o envio ao Haiti de quase 13 mil soldados, que estão trabalhando em navios ou no terreno, número que pretende elevar para 20 mil, anunciou o Pentágono no último dia 21.

O terremoto do dia 12 teve 7 graus de intensidade na escala Richter. Seu epicentro foi localizado a apenas 15 quilômetros de Porto Príncipe.

Pelo menos 18 militares brasileiros morreram na tragédia. A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e o diplomata Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também faleceram no terremoto.


 


 

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